Foto de Neymar em apoio a Dilma é falsa, diz empresa

9ine, responsável pelos direitos do atleta, divulgou nota afirmando que imagem do jogador com cartaz favorável à candidata petista é montagem

A empresa 9ine, que possui os direitos do jogador de futebol Neymar Jr, atacante da seleção brasileira e do Barcelona, divulgou nota nesta segunda-feira, 20, afirmando que uma montagem que circula na internet com a foto do jogador segurando um cartaz com mensagem de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) é falsa.

“A verdade é que o atleta postou uma foto sua segurando um cartaz com mensagem de parabéns ao filho, por quem ainda declara o seu amor. O que aconteceu é que a frase foi maldosamente alterada em benefício de um partido político”, afirma a nota da empresa do ex-jogador Ronaldo, responsável pelos direitos do atacante da seleção.

“A 9ine, como parceira da NR Sports, que é a empresa responsável pelo gerenciamento de imagem de Neymar, esclarece, a pedido de seu atleta, que Neymar não divulga o voto e que qualquer imagem partidária envolvendo opção de voto do jogador é falsa”, conclui o texto.

A 9ine é controlada pelo ex-jogador da seleção, Ronaldo, que já declarou apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, inclusive tendo participado de atos de campanha do tucano.


CONFIRA AS IMAGENS DE NEYMAR ABAIXO:

TSE cassa tempo de TV de Aécio Neves e Dilma Rousseff

Corte aumenta rigor sobre campanhas dos candidatos à presidência chega a proibir reprises de propagandas de PT e PSDB

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu aumentar ainda mais o rigor e, desde domingo, começou a conceder liminares para cassar o tempo de propaganda no rádio e na televisão da candidata à reeleição, a petista Dilma Rousseff, e do seu adversário, o tucano Aécio Neves. A punição mais dura da Corte Eleitoral às vésperas do segundo turno é uma resposta à insistência das campanhas presidenciais de continuar com ataques nas propagandas, sem usar o espaço para apresentar propostas ao eleitorado.

Até o início da noite desta segunda-feira, o TSE concedeu três liminares para não só proibir reprises de programas mas também retirar o tempo das coligações. Na mais dura delas, Gonzaga cassou quatro minutos em inserções de Dilma. Ele atendeu a pedido da campanha de Aécio que questionava uma propaganda na qual o PT acusava o tucano de não respeitar as mulheres. A peça mostrava uma montagem com declarações de Aécio de debates em que chama Dilma e a candidata derrotada do PSOL, Luciana Genro, de "levianas".

Em outra, Admar Gonzaga determinou a perda de 36 segundos do tempo de rádio da campanha de Dilma por terem feito uma paródia do "hino não-oficial" de Minas Gerais com o adversário. "Oh, Minas Gerais, quem conhece Aécio não vota jamais!". A campanha do candidato do PSDB também foi punida com a perda de dois minutos e 30 segundos por ter acusado Dilma de ter prevaricado em relação às investigações da Operação Lava Jato, que investiga irregularidades na Petrobrás.

Intervenção. Na última quinta-feira, o TSE decidiu adotar uma postura mais interventora para coibir as peças com ataques pessoais que vinham sendo veiculadas desde o primeiro turno das eleições. O entendimento anterior da Corte, mais "minimalista", permitiu que as campanhas de Dilma e Aécio atacassem diretamente a então candidata do PSB, Marina Silva, chamada de inexperiente e até comparada aos ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, que não terminaram os mandatos. Com Marina fora do segundo turno, a agressividade continuou na disputa entre a petista e o tucano, o que levou a uma primeira mudança de postura do TSE.

Contudo, o entendimento reservado dos ministros é de que as decisões tomadas pelo tribunal de apenas suspender liminarmente as propagandas das duas campanhas desde quinta-feira têm sido inócuas para acabar com os ataques de parte a parte. Por essa razão, os ministros discutiram entre eles o endurecimento das decisões.

E aí entenderam que, além de suspender as peças, seria necessário cassar o tempo das propagandas dos candidatos. "Primeiro tentamos informar as campanhas qual é o limite, mas vimos que as propagandas (com ataques) prosseguiram. Tivemos preocupação de não haver um descumprimento do entendimento do tribunal", disse o ministro Admar Gonzaga, do TSE. "Serve para as campanhas entenderem que a regra é para valer."

Arma eleitoral. Durante a campanha, as inserções têm sido uma poderosa arma dos marqueteiros para convencer o eleitor por serem veiculadas ao longo da programação diária no rádio e na TV, ao contrário do horário eleitoral gratuito, com horários definidos. No segundo turno, cada candidato à Presidência tem sete minutos e 30 segundos em inserções diariamente. Elas podem ter de 15, 30 ou 60 segundos. De amanhã (21) a sexta-feira - último dia para a propaganda gratuita - cada um dos candidatos tem direito a 30 minutos de inserções, portanto.

Ministros acreditam que, com a cassação do tempo na TV, as campanhas passarão a respeitar a determinação do TSE e fazer inserções mais propositivas, com receio de, na reta final, perderem tempo de propaganda. Até o início da noite desta segunda-feira, 28 representações questionavam propagandas dos adversários após a mudança de entendimento do tribunal.

Em todas elas que já foram analisadas, o TSE decidiu suspender as propagandas. De todas essas, três mais recentes eram para cassar o tempo das propagandas. Até o fechamento desta edição, sete ainda estavam pendentes para serem analisadas.

Dilma e Lula vem a Pernambuco tentar recuperar terreno perdido

A dupla petista visita a fábrica da Fiat, em Goiana, e depois participa de caminhada no Centro do Recife



A cinco dias do segundo turno das eleições, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), chega nesta terça-feira (21) a Pernambuco para tentar recuperar terreno no único estado do Nordeste onde foi derrotada nas urnas no último dia 5 (perdeu para Marina Silva (PSB) por 48% a 44%).
Para impedir o avanço de seu adversário Aécio Neves (PSDB), que alcançou inexpressiva votação no estado no primeiro turno, mas que agora tem o apoio do governador eleito Paulo Câmara (PSB), Dilma trará a tiracolo seu principal cabo eleitoral, o ex-presidente Lula (PT).

 

Às 11h, Dilma vai sozinha à Petrolina, no Sertão, participar de evento com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). O ato foi incluído na agenda da candidata para prestigiar cerca de 30 mil pessoas vindas dos nove estados do Nordeste e também de Minas Gerais que devem se reunir no município. São pessoas que vivem da agricultura familiar em todo o Semiárido e defendem as conquistas do setor ao longo dos últimos 12 anos – governos de Lula e Dilma.

Às 14h, os dois visitarão a fábrica da Fiat, em Goiana, na Mata Norte. Em seguida, participarão de uma caminhada com concentração às 17h30 no Parque Treze de Maio, área central do Recife.

A visita ao estado na última semana antes da decisão do segundo turno mostra que o Partido dos Trabalhadores reconhece a necessidade de recuperar o fôlego da legenda no local. O Recife é uma cidade emblemática para o partido, que sempre obteve boas votações na capital pernambucana.

No entanto, no primeiro turno das eleições deste ano, o PT saiu enfraquecido da disputa. No bairro símbolo dos trabalhos da legenda no Recife, Brasília Teimosa, na Zona Sul, por exemplo, Dilma recebeu somente 2.989 votos, contra 5.029 de Marina Silva (PSB).

Em cenário de empate técnico, Dilma ultrapassa Aécio

A poucos dias da votação, a indefinição continua sobre quem vai governar o Brasil nos próximos quatro anos. Duas pesquisas de intenção de voto – Datafolha e Vox Populi – apontam o mesmo cenário. Enquanto Dilma Rousseff (PT) subiu três pontos e atingiu 46% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (20), no Jornal Nacional, Aécio Neves (PSDB) caiu dois e aparece com 43%. Número semelhante aparece na pesquisa do Vox Populi. Esta é a primeira vez que a presidente, candidata à reeleição, aparece numericamente na frente do tucano no segundo turno.

Dilma havia diminuído entre a primeira pesquisa Datafolha dessa fase das eleições, no dia 9, e a segunda: passou de 44% para 43% no dia 15. Porém, agora conseguiu crescer 3% e atingir o maior percentual. Aécio fez o caminho inverso: foi de 46% no dia 9 para 45% seis dias depois e hoje apareceu com 43%.

Levando em consideração apenas os votos válidos, como é feito pela Justiça Eleitoral, a petista passou de 49% nas duas primeiras pesquisas para 52% nesta. O tucano, ao contrário, foi de 51% para 48%.

As intenções de voto brancos e nulos, não contabilizados, são de 5%, um ponto a menos que na última pesquisa. Os indecisos se mantiveram em 6%.

O Datafolha entrevistou 4.389 eleitores de todo o Brasil nesta segunda-feira. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, 95%.

Já o Vox Populi ouviu 2 mil eleitores entre o último sábado (18) e domingo (19) em 147 cidades brasileiras.

APROVAÇÃO DO GOVERNO – O crescimento de Dilma se reflete também na aprovação da sua gestão à frente do Palácio do Planalto. A porcentagem de eleitores que consideram o governo ótimo subiu de 39% no dia 9 para 42% nesta segunda-feira. Seguindo essa lógica, os que acreditam que é ruim passou de 22% para 20%. O governo é considerado regular por 37%.