Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é preso na 12ª fase da Lava-Jato

Mulher e cunhada do petista também foram detidas nesta quarta-feira, em São Paulo, pela Polícia Federal



A PF também cumpre nesta quarta-feira um mandado de busca e apreensão, além de dois mandados, de prisão temporária e de condução coercitiva. Todas as ordens judiciais estão sendo cumpridas na cidade de São Paulo, e os presos serão transferidos imediatamente para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

CPI
No último 9, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi ouvido na CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, e disse que todas as denúncias feitas pelos delatores sobre ele não são verdadeiras. O tesoureiro do PT é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de acordo com delatores da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Os delatores afirmaram que Vaccari intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras. O dinheiro seria usado para financiar campanhas políticas. Vaccari disse, em contrapartida, aos deputados integrante da CPI da Petrobras que todas as contas do PT são legais e não possuem irregularidades.

Ratos
Em sessão bastante tumultuada, a sessão da CPi que ouviu Vaccari começou com ratos soltos no plenário por um funcionário da Câmara, que acabou sendo exonerado de cargo na Mesa Diretora da Casa.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a 12ª fase da Operação Lava-Jato com o cumprimento de quatro ordens judiciais. Entre elas, a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, da mulher dele e, ainda, da cunhada do petista, por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras. Vaccari é acusado de receber para o PT um porcentual da diretoria de Serviços da Petrobras na época em que era comandada por Renato Duque. Às 10 horas de hoje, em entrevista coletiva, em Curitiba, a A PF dará detalhes da operação.

Após decisão da Justiça, cresce escolas que não aderiram a greve dos professores

Um dia depois de o desembargador Jovaldo Nunes ter determinado a suspensão da greve dos professores, no TJPE, o levantamento realizado nesta quinta-feira (16), pela Secretaria Estadual de Educação, nas escolas da Rede, diz que 53% (556 escolas) não paralisaram as atividades, enquanto 34% (356 unidades) paralisaram parcialmente e 13% (133 escolas) aderiram totalmente à paralisação.

Os números são sempre referentes às aulas do turno da manhã.

“O Governo do Estado reitera o firme propósito de retomar o diálogo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), via mesa de negociação, com vistas a encontrar solução negociada para o acordo coletivo dos profissionais da educação da Rede Estadual de Ensino, e para tanto solicita que retomem às suas atividades para normalização das aulas, considerando a decisão da Justiça de decretar ilegal a greve deflagrada no dia 10 de abril. A Secretaria de Educação recomenda aos pais de alunos e responsáveis que encaminhem os estudantes para a suas escolas a fim de voltarem à normalidade das aulas”, recomendou, mais uma vez, o governo do Estado.

O Sintepe não tem divulgados informações oficiais e disse que só se pronunciaria quando fosse informado oficialmente da decisão.

Adeppe liga empresa de concursos acusada de fraude em Ipojuca a seleção de advogados no Estado

A Associação dos Delegados de Pernambuco, a Adeppe, denunciou, nesta noite de quinta, que a empresa contratada pelo Governo do Estado para realizar o concurso para delegados, no próximo dia 26, está sendo investigada pela Polícia Civil na Operação Mercador por envolvimento num esquema de fraude.

A empresa é a mesma que realizou as provas do concurso para agentes de trânsito e transportes de Ipojuca. A entidade promete divulgar mais detalhes sobre o assunto será divulgado amanhã, às 9h, em coletiva na sede da Adeppe.

Juíza do TJPE atende pedido da OAB e determina afastamento de Guilherme Uchoa da Assembleia Legislativa

A juíza Mariza Silva Borges, da 3ª Vara Civil da capital, determinou, nesta quinta-feira, o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), Guilherme Uchoa, atendendo a um pedido apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco. O processo recebeu o número 0008758-92.2015.8.17.0001 e a decisão já está na página do TJPE.

A decisão da magistrada já corre solta nesta noite de quinta-feira rede WhatsApp do Recife. Nela, a magistrada escreve que houve desrespeito à Constituição e antecipa o mérito, a partir das colocações contra o processo de eleição.

De acordo com a orientação da magistrada, quem assume o comando da Alepe é o segundo secretário, Augusto César, com a missão de realizar novas eleições em 30 dias.

Cabe recurso, como um agravo de instrumento na própria vara ou diretamente para a segunda instância, sendo julgado o pedido por umas turmas do TJPE.

Como Guilherme Uchoa já presidiu o TJPE e mantém fortes laços com o Poder Judiciário, é quase certo que consiga derrubar com facilidade a decisão da primeira instância. Influente no TJPE, pelo fato de não opor qualquer óbice às demandas do Judiciário estadual no Legislativo, consta que Uchoa ajudou recentemente Paulo Câmara na corte, no pedido da suspensão da greve dos professores do Estado.

Vencido por Uchoa nas eleições da Alepe, Rodrigo Novaes comemora afastamento e pede investigação de supostas pressões no TJPE

A OAB entrou com a ação civil pública no dia 23 de fevereiro de 2015, mais de 20 dias depois de o deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) ser reconduzido à presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco pela quinta vez.


O objetivo da medida era anular a reeleição do parlamentar. O processo também tem o objetivo de impugnar a recondução do deputado Eriberto Medeiros ao cargo de 4º secretário, pela terceira vez.

O objetivo do processo era justamente  anular os atos de homologação das candidaturas e consequentemente as eleições dos deputados, alegando por vício de inconstitucionalidade. A ação traz pedido de liminar para que sejam interrompidos os efeitos dos atos impugnados e, por consequência, afastados os réus dos cargos de presidente e 4º secretário da Alepe, até julgamento final da ação, segundo informou na época o jurista Glauco Salomão Leite, integrante da Comissão de Estudos Constitucionais (CEC).

Inicialmente, o processo foi distribuído para a 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual e tombado sob o nº 0008758-92.2015.8.17.0001. Na semana passada, o magistrado de primeira instância afastou-se do processo e disse que iria informar as causas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na OAB, a redação da petição inicial teve a participação dos integrantes da Comissão de Estudos Constitucionais (CEC), e a decisão de apresentá-la foi deliberada por votação unânime na sessão do Conselho Pleno da OAB-PE, realizada na segunda-feira 23 de fevereiro.

“A ação proposta visa defender a Constituição do Estado de Pernambuco, uma das missões primordiais da OAB, para que seja respeitado o princípio da alternância no poder, concretizado pela Emenda nº 33/2011 em relação às eleições da direção da Alepe”, declarou na época o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves.

“A inconstitucionalidade da reeleição do deputado Guilherme Uchoa, pela quinta legislatura consecutiva, já tinha sido confirmada pela CEC, presidida pelo jurista Ivo Dantas, em parecer encaminhado para a Alepe”, contou.