Vitória de Santo Antão pós eleições de 2014

Prefeito da Vitória  Elias Lira (PSD)      Deputado Estadual Henrique (PR)      Ex-prefeito Aglaílson (PSB)

Vitória de Santo Antão se reafirma como sendo uma das cidades mais politizadas do interior de Pernambuco. Tivemos agora nas eleições de 2014 três deputados estaduais eleitos e uma colcha de retalhos de apoios a deputados federais.

Vamos começar pelos apoios mais importantes, de maior peso eleitoral. O secretário de Indústria e Comércio Alexandre Ferrer apoiou Joaquim Lira para deputado estadual e apoiou Jarbas Vasconcelos para deputado federal que obteve na cidade 12.676 votos, sendo o mais votado na cidade. O prefeito Elias Lira (PSD) apoiou para deputado estadual o seu filho Joaquim Lira que obteve 27.711 votos, e para deputado federal André de Paula que obteve 11.800 votos. O ex-prefeito José Aglaílson (PSB) apoiou o filho Aglaílson Júnior para deputado estadual que obteve 12.520 votos e Felipe Carrera para deputado federal que conseguiu na cidade 8.179 votos. O deputado estadual Henrique Queiroz teve 7.099 votos e repassou 1.496 para Augusto Coutinho, seu candidato a deputado federal não eleito. O vereador Edmo Neves apoiou Joaquim Lira para deputado estadual e conseguiu, com o seu grupo, repassar 1.698 votos para o seu candidato a deputado federal Jorge Côrte Real. Um grupo de vitorienses abnegados conseguiu dar 870 votos ao candidato eleito a deputado federal Tadeu Alencar. Algumas reflexões políticas podem ser feitas a partir desses resultados das urnas em Vitória de Santo Antão.

Primeiro não se pode analisar prestígio político somente pela quantidade de votos que um líder politico consegue transferir para um candidato. São muitas as variáveis, como o exemplo de Vitória de Santo Antão que se se quiser fazer uma avaliação isenta, nem todo resultado eleitoral em 2014 consiste em maior ou menor prestígio político.

O grupo liderado pelo industrial Alexandre Ferrer apoiou a candidatura de Jarbas Vasconcelos para deputado federal em Vitória que obteve 12.676 votos sendo o mais votado da cidade. Mas, não se pode dizer com isso que agora o novo líder político do município seja o industrial Alexandre Ferrer. Jarbas foi governador de Pernambuco duas vezes, duplicou a 232 que foi a maior obra do Estado à época, e tem uma forte atuação política nacional como senador combatendo o governo de Dilma e o PT. É um candidato leve, fácil de transportar. Mas é lógico que um carro de som 10 horas por dia durante 60 dias lembrando o nome do candidato ajuda e muito. Sem falar da ligação da imagem do senador ao do candidato a deputado estadual Joaquim Lira que deixou alguns eleitores confusos sem saber quem era de fato o candidato do prefeito Elias Lira.

O grupo do ex-prefeito José Aglaílson mostrou muita força política eleitoral. O pesado candidato a deputado estadual Aglaílson Júnior obteve 12.520 votos e o desconhecido e estranho a Vitória, candidato a deputado federal, Felipe Carreras, obteve 8.179 votos. Foi a maior transferência proporcional de votos dessas eleições de 2014 na cidade. O grupo mostrou que tem força para uma disputa municipal em 2016. Muitos avaliam que se o candidato a deputado estadual fosse Alexandre Querálvares a votação seria no mínimo o dobro da obtida pelo deputado Aglaílson Júnior.

O prefeito Elias Lira apoiou o filho a deputa estadual, Joaquim Lira, que teve 27.711 votos e para deputado federal André de Paula que conseguiu 11.800 votos. A transferência de votos para federal foi bastante prejudicada pela divisão do grupo do prefeito, como também pelo conflito causado ao eleitor com vários nomes na cidade aliado ao candidato Joaquim Lira.

O deputado estadual Henrique Queiroz obteve 7.099 votos em Vitória e o seu candidato a deputado federal, Augusto Coutinho, além de não se eleger teve apenas 1.496 votos em Vitória. O deputado Henrique Queiroz tem que rever seus planos de lançar candidatura própria para prefeito da cidade em 2016.

O presidente da Câmara de Vereadores, Edmo Neves, apoiou Joaquim Lira para deputado estadual e Jorge Côrte Real, que obteve 1.698, para deputado federal. Pode parecer pouco, mas foi mais votos que o deputado estadual Henrique Queiroz deu ao seu federal, e mais de 50% dos votos que o vereador obteve na sua eleição em 2012.

No mais agora é esperar o carnaval de 2015 acabar para de fato começarem as articulações políticas para as eleições municipais de 2016. E por falar em 2016 já tem muito boato na praça, o mais novo deles é que PMDB local tem candidato e não é Zé Catinga. Para quem duvida, é pagar para ver.

Armando Monteiro Neto pode virar ministro de Dilma

Informação extra-oficial que corre na bancada federal de Pernambuco, depois do resultado das eleições nacionais em segundo turno, dá conta que o senador Armando Monteiro Neto (PTB) pode virar ministro das Minas e Energia no segundo governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

O cargo não seria apenas uma clara compensação pela derrota na disputa do governo do Estado, em que perdeu para o socialista Paulo Câmara. Bem articulado no plano nacional com lideranças empresariais, Armando Monteiro Neto poderia ajudar Dilma a reconstruir as pontes com o setor produtivo nacional.

Com sua eventual saída, a cadeira no Senado seria ocupada pelo suplente Douglas Cintra, empresário de Caruaru.
Não seria a primeira vez em que um candidato derrotado em Pernambuco viraria ministro. Depois de perder a disputa para Miguel Arraes em 1994, o então candidato  Gustavo Krause virou ministro da Fazenda de Itamar Franco, por sugestão de FHC.

De acordo com a coluna Painel, na noite de domingo, ministros espalhavam que Dilma pretende anunciar seu novo ministério de uma vez só, no início de dezembro. Ontem ela escondeu o jogo em entrevistas às TVs Globo e Record.

Mais: Dos cinco senadores que disputaram o segundo turno das eleições estaduais, só Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se elegeu governador. Marcelo Crivella (PRB-RJ), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Delcídio Amaral (PT-MS) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) foram derrotados.

Em conversa com o Blog, o senador descartou a especulação. Segundo Armando, o papel a ser desempenhado no Congresso Nacional será prioritário durante o segundo governo da petista, como ela pontuou durante o primeiro discurso após reeleita.

“Não há o menor fundamento sobre qualquer especulação nesse sentido”, cravou Armando, que disputou este ano o Governo de Pernambuco e recebeu apoio massivo do governo federal.

Armando também observou que o apoio do PTB ao governo federal não é verticalizado. No segundo turno, a legenda apoiou, no plano nacional, o candidato Aécio Neves (PSDB).

“A agenda no Congresso e no Senado é muito desafiadora, como colocou a presidente. O papel do Congresso será fundamental. A presidente Dilma já reconheceu que será preciso ampliar o diálogo e impulsionar a agenda de reformas. O Senado terá um papel muito importante neste período”, disse Armando.

Fernando Ferro pode ganhar diretoria na Chesf

Na bolsa de apostas aberta com a confirmação do segundo mandato de Dilma, em Brasília o que se fala é que o petista Fernando Ferro, outro dos deputados federais que não conseguiu renovar o mandato, irá assumir um cargo na Chesf, sua empresa de origem.

A empresa está hoje sob o comando do PMDB, mas conta com diretores do PT também na divisão de cargos. O comando já pertenceu ao PSB, mas os cargos foram entregues quando Eduardo Campos deixou a base do governo para o voo solo nacional.

Em Gravatá, arrecadação de Bruno Martiniano é a maior dos últimos seis anos

Escrito por: Marcio Souza


Numa consulta ao Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação da Prefeitura de Gravatá junto ao BANCO DO BRASIL – BB – do dia 1º de outubro até esta terça-feira 21 de outubro, o município havia captado mais de R$ 2,8 milhões entre transferências do Fundo de Participação dos Municípios, Fundo Especial do Petróleo, ICMS, ITR, Fundo de Saúde, FUNDEB e Simples Nacional.

Este mês a Prefeitura de Gravatá recebeu de FPM R$ 1.441.427,56 (Um milhão quatrocentos e quarenta e um mil quatrocentos e vinte e sete reais e cinqüenta e seis centavos). O dinheiro do FPM vem em duas parcelas, uma no dia 10 e outra no dia 20 de cada mês.

Outra parcela considerável vai para o FUS – Fundo Saúde. Em outubro a prefeitura recebeu R$ 220.551,04 (duzentos e vinte mil quinhentos e cinqüenta e um reais e quatro centavos). Já o FUNDEB teve creditado nas contas do município a importância de R$ 1.065.131,42 (um milhão sessenta e cinco mil cento e trinta e um reais e quarenta e dois centavos). Nem o Fundo Saúde nem o FUNDEB possuem saldo negativado nas contas do município.

Por outro lado no Total de Repasses neste mesmo período consta um saldo negativo nas contas da prefeitura de R$ 1.064.363,59 (um milhão sessenta e quatro mil trezentos e sessenta e três reais e cinqüenta e nove centavos), sendo a maior fatia do FPM.

No período de setembro deste ano a prefeitura arrecadou um volume ainda maior R$ 4.395.225,53 (quatro milhões trezentos e noventa e cinco mil duzentos vinte e cinco mil reais e cinqüenta e três centavos). Já o saldo negativo fechou setembro em R$ 1.170.902,92.

Veja os valores dos repasses de outros anos no período de 01 de setembro à 30 de setembro:

    SETEMBRO DE 2013: R$ 4.366.278,93 | Negativo: R$ 866.338,71
    SETEMBRO DE 2012: R$ 3.488.877,26 | Negativo: R$ 1.307.845,12
    SETEMBRO DE 2011: R$ 3.116.775,68 | Negativo: R$ 1.007.519,00
    SETEMBRO DE 2010: R$ 2.883.596,72 | Negativo: R$ 531.605,01
    SETEMBRO DE 2009: R$ 2.576.071,87 | Negativo: R$ 468.167,14
    SETEMBRO DE 2008: R$ 2.933.433,69 | Negativo: R$ 529.711,77

Com base nestes indicadores observamos que: na gestão do ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB) a arrecadação era menor, os salários em pagos religiosamente em dia e saldo negativo presentava apenas 1/5 do bruto. O mesmo se estendeu na gestão do ex-prefeito Ozano Brito (PSD) que durante toda sua gestão segurou a negatividade do saldo numa arrecadação quase que igual durante quatro anos.

Mas, observe que no primeiro ano do gestor Bruno Martiniano (2013) a arrecadação em setembro, ou seja, no mesmo período, foi quase que duas vezes maior que na gestão de Ozano Brito e Joaquim Neto.

O prefeito tem confessado em entrevistas que o Governo Federal tem feito cortes nas transferências do FPM, mas, está nitidamente claro que não. Pelo contrário, em SETEMBRO deste ano e do ano passado a arrecadação foi maior que nas gestões passadas e mesmo assim o ATRASO no pagamento tem sido o seu ‘calcanhar de Aquiles’.

O endividamento da Prefeitura de Gravatá também supera os das gestões passadas. A justificativa mais plausível para este descontrole financeiro pode ser atribuído a descontos de acordos e de renegociações de convênios inadimplentes das gestões passadas.