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Eleição decidida em Pernambuco

Essa nova pesquisa IBOPE divulgada pelo Diario de Pernambuco de hoje, 17/09/2014, deixa claro que o crescimento de Paulo Câmara não foi motivado pela comoção da morte de Eduardo Campos, mas sim pelo legado político/administrativo deixado pelo ex-governador in memorian.

Na primeira pesquisa IBOPE realizada em 30/07/2014, Armando Monteiro despontou com 43% das intenções de voto contra apenas 11% de Paulo Câmara. Com o início do guia eleitoral dois fatores foram marcantes para o crescimento de Paulo Câmara. Primeiro, o eleitor constatou que o candidato de Eduardo e do PSB era Paulo Câmara e segundo a proposta de Câmara que é de continuidade de um governo que tem a aprovação de mais de 80% do povo pernambucano.

O discurso de Armando de que Paulo não tem experiência não emplacou, até porque Dilma, candidata de Armando, saiu dos gabinetes direto para a Presidência. Faltou coerência à Armando e o povo entendeu.

A curva que se mostra com essas três pesquisas IBOPE, e o somatórios dos demais candidatos não ultrapassando 5% dentro da margem de erro, a eleição para o governo de Pernambuco será decidida ainda no primeiro turno em favor do candidato Paulo Câmara do PSB.

A eleição para o senado deverá prevalecer a tradição no estado de o candidato ao governo trazer junto o candidato a senador da chapa. A prova disso é que Fernando Bezerra faz o mesmo caminho de crescimento nas pesquisas que o candidato ao governo Paulo Câmara.

A pesquisa IBOPE está registrada no TER sob o protocolo PE-00025/2014 e no TSE BR-00652/2014.

Ibirapuã Bayma

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Ibope: Vantagem de Dilma diminui e Aécio registra crescimento

A última pesquisa Ibope, divulgada na noite desta terça-feira (16), mostra que a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) oscilou negativamente em relação à pesquisa anterior, mas se manteve à frente de Marina Silva (PSB). De acordo com o levantamento, Dilma tem 36% das intenções de voto, contra 30% registrados pela socialista. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Na terceira colocação, Aécio Neves subiu quatro pontos e apareceu como o preferido de 19% do eleitorado.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 12, Dilma liderava com 39%, contra 31% de Marina, enquanto Aécio corria por fora, com 15%. Porém, no levantamento atual, a petista segue liderando a disputa no primeiro turno.

O candidato Pastor Everaldo conquistou 1% das intenções de voto. Os outros sete presidenciáveis não pontuaram, mas, juntos, somam um um ponto percentual.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00657/2014. 

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Tucanos acreditam em Aécio no segundo turno

Era proibido cogitar a hipótese de um segundo turno sem a presença de Aécio Neves durante o jantar promovido por João Dória, do Lide, em sua casa, com empresários e tucanos – na noite de segunda-feira. O objetivo oficial do evento era homenagear Geraldo Alckmin, mas o encontro acabou se transformando em ato de apoio a Aécio. “A ordem é não falar em segundo turno”, decretou à coluna ACM Neto, prefeito de Salvador – que integra a coordenação da campanha tucana no Nordeste e veio a São Paulo especialmente para o encontro. Tudo para evitar que se repita o constrangimento causado pelas declarações do senador José Agripino, do DEM (coordenador- geral da campanha), sinalizando apoio à rival Marina Silva no segundo turno.

Entretanto, pairava no ar a forte dúvida: se Aécio teria alguma condição de chegar ao segundo tempo da disputa pelo Palácio do Planalto. Entre os presentes, o mais entusiasmado era FHC (mais informações no Caderno de Política), que, em seu discurso, abriu espaço para o bom humor. “Cheguei à conclusão que, quando querem que eu fale de graça, me dão um título de doutor Honoris Causa”, brincou o ex-presidente – que acaba de receber mais um, da Universidade de Chicago. Bastante compenetrado, João Doria também teve momento descontraído ao chamar a atenção de Alckmin para… a chuva que caiu à noite.

José Serra chegou no fim do jantar e não discursou. No entanto, indagado sobre as citações ao seu nome, que têm sido feitas por Marina, ressaltou que jamais foi contatado por alguém da equipe da candidata. Quando contava o quanto está trabalhando para ser eleito senador, foi interrompido por um tucano que, semblante sério, informou a ele: “Vou votar no Eduardo Suplicy”. Ante o espanto de Serra, continuou: “Ele ouve a gente, assimila e vai para o Congresso votar. Com você lá, vou ter de suar muito até conseguir te convencer de qualquer coisa”, disse – arrancando risadas de todos.

Faltando 20 dias para as eleições, a entrevista do filósofo José Arthur Giannotti ao Estadão, publicada no domingo, foi mal digerida pelos tucanos presentes ao jantar. Amigo de longa data de FHC e muito próximo ao PSDB, o professor da USP está sendo criticado por ter descartado publicamente a possibilidade de Aécio ultrapassar Marina e ainda dizer que o partido “não soube atuar na oposição”.

Indagados, FHC e Serra disseram que não leram a entrevista, mas outros tucanos reclamaram em alto e bom som que o “aliado” errou feio no timing. “Ele é amigo do Fernando Henrique, mas nunca vi esse cidadão em nenhuma atividade do velho MDB ou do PSDB. Ele não é uma referência teórica do PSDB”, diz o ex-governador Alberto Goldman. “Especulação sobre segundo turno é para quem não tem o que fazer”, completou. Por fim, Goldman, que coordena a campanha de Aécio em São Paulo, garantiu: “Não há conversa com Marina”./SONIA RACY E PEDRO VENCESLAU

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Aliados supeitam do PT

Foto: Agência Brasil

Da coluna de Cláudio Humberto, no Jornal do Commercio

O PT estaria na origem do novo vazamento de nomes citados na delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. A desconfiança parte das cúpulas do PMDB, do PP e do PROS. A intenção dos petistas seria tirar o foco do governo Dilma e pressionar aliados a participarem de uma operação para “abafar” o caso.

Declídio Amaral (PT), Eduardo Cunha (PMDB), Cid Gomes (PROS) e Francisco Dorneles (PP) foram os novos nomes mencionados para aumentar a lista dos políticos que participariam de um suposto esquema de desvio de verbas da Petrobras.
Além de tirar o PT dos holofotes do escândalo, o novo vazamento também teria como motivação minar a candidatura de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara.

A presidente Dilma é a maior prejudicada pela delação do ex-diretor, preso em março na operação Lava Jato, da Polícia Federal. Nomes de políticos que teriam sido citados por Paulo Roberto como participantes de um esquema de desvio de verbas da estatal foram divulgados inicialmente pela revista Veja.

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Veja as propostas de presidenciáveis para a educação do país

Educação é um dos temas que mais reúne propostas entre os programas dos candidatos à Presidência da República entregues à Justiça Eleitoral. As principais promessas são de melhoria da qualidade do ensino, ampliação de investimentos na área e implantação do sistema integral nas escolas brasileiras.

Confira as propostas dos candidatos à Presidência para educação:

Aécio Neves (PSDB) defende a universalização da educação básica, dos 4 aos 17 anos, e promete criar incentivos para melhorar a formação, a carreira e a remuneração dos professores. O candidato tucano defende a vinculação das remunerações de professores à melhoria da aprendizagem dos alunos, com salário inicial atrativo e a coordenação de uma política nacional de formação de professores, com instituições formadoras públicas e privadas e secretarias municipais e estaduais de educação. Aécio quer implantar a escola de tempo integral e eliminar progressivamente o ensino noturno para jovens que não trabalham. Ele promete apoiar a modernização dos equipamentos escolares, incluindo a instalação de bibliotecas e laboratórios, computadores e acesso a internet e adequação térmica dos ambientes. Outras propostas do candidato incluem o aprimoramento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o compromisso de destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área, sendo 7% ate 2019.

Dilma Rousseff (PT) promete, em um eventual segundo mandato, um governo focado na transformação da qualidade do ensino. Dilma destaca, no programa de governo entregue à Justiça Eleitoral, a decisão de destinar recursos originários da exploração do petróleo, no pré e no pós-sal, para as ações nessa área e disse que o orçamento da educação “teve considerável aumento em doze anos”. Segundo ela, a soma dessas duas fontes vai permitir a implantação do Plano Nacional de Educação (PNE). A candidata também destaca a ampliação de creches e a qualificação da rede de educação integral para que atinja até 20% da rede pública até 2018. Dilma ainda garante que vai conceder, até 2018, mais 100 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras e fazer uma mudança curricular e na gestão das escolas e criar mecanismos de valorização dos professores.

Eduardo Jorge (PV) se compromete a buscar mais recursos para as políticas públicas de saúde e educação. As duas áreas, segundo ele, terão prioridade no remanejamento dos recursos previstos no orçamento a partir de uma reforma tributária e cortes de gastos. O ambientalista promete criar carreira nacional para professores, começando pelo ensino fundamental, e definir um piso nacional que pode ter adicionais municipais, estaduais ou federal. Eduardo Jorge ainda promete realizar concursos para valorizar profissionais de educação e rever o currículo do ensino fundamental. Segundo ele, além dos conteúdos tradicionais, serão incluídas disciplinas que tratam da formação de valores do trabalho, da solidariedade, do respeito à diversidade, a observação da natureza e a música.

Eymael (PSDC) disse que vai dar prioridade à educação. Entre as promessas estão investimentos para que o ensino fundamental do país se enquadre nas recomendações da Organização das Nações Unidas e a defesa da educação inclusiva. Eymael também promete informatizar as escolas, promover o ensino integral e ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes. Para o candidato, o currículo do ensino fundamental tem que incluir a disciplina Educação Moral e Cívica. A valorização das carreiras de profissionais de educação e o incentivo à municipalização do ensino também estão no programa de Eymael.

Levy Fidelix (PRTB) afirmou que vai implantar a informatização nas escolas, desde a alfabetização ao ensino médio, com internet de banda larga em todos os municípios. Fidelix ainda promete alimentação de qualidade para os alunos e reestruturação de cargos e salários dos professores.

Luciana Genro (PSOL) propôs uma ampliação gradual dos investimentos públicos, “coibindo o repasse para as instituições privadas de modo a universalizar o acesso a todos os níveis de educação de forma gratuita através de instituições públicas”. A candidata ainda garante que vai ampliar “radicalmente” os investimentos públicos em saúde e educação.

Marina Silva (PSB) defende uma educação de qualidade, promete refundar a educação pública a partir de critérios de efetiva equidade social e promover mudanças curriculares, de metodologia e de organização e formato das escolas. A ex-senadora afirmou que vai garantir as condições para o combate ao analfabetismo nos próximos anos e avançar na superação do analfabetismo funcional, estabelecendo a meta de reduzi-lo drasticamente em quatro anos. Entre as propostas da candidata ainda estão a transformação do Programa Mais Educação em política de Estado de educação integral para toda a educação básica, investimento na infraestrutura das escolas e na construção de novas unidades e parcerias com as universidades federais para formação contínua dos profissionais que atuam na educação integral. Para Marina, também é preciso incentivar novas metodologias de aprendizagem com uso de tecnologias e garantir que valores como o diálogo, a justiça social, o respeito à diversidade, a democracia, a participação em questões socioambientais e os esportes estejam presentes nos currículos.

Mauro Iasi (PCB) diz que vai priorizar a educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis. Segundo ele, as recentes decisões políticas sucatearam o sistema educacional. Iasi defende a “desmercantilização” imediata do setor, assim como o de áreas como a saúde, a moradia, os transportes “que devem se tornar imediatamente públicos através de processos de estatização com controle popular”.

Pastor Everaldo (PSC) defende uma reforma na educação pautada na descentralização da gestão, mais participação de agentes privados e melhorias das disciplinas matemática e português. O candidato também defende a participação das famílias nas escolas e a expansão do programa Universidade para Todos (Prouni) para o ensino médio, fundamental e infantil como forma de incentivar a inserção de alunos na rede privada. Segundo ele, isso possibilitará que estudantes carentes possam ter acesso ao mesmo ensino de qualidade dos brasileiro com melhores condições financeiras.

Rui Costa Pimenta (PCO) quer priorizar o ensino público, gratuito, laico e de qualidade para todos, em todos os níveis. O candidato defende a estatização das escolas privadas e o fim da municipalização do ensino. Pimenta quer garantir a autonomia escolar tanto na questão educacional quanto na área política e administrativa e colocar as escolas sob o controle da comunidade. O comunista ainda promete reabrir todas as escolas e salas de aulas fechadas, acabar com a “aprovação automática”, reduzir o número de alunos por sala e fixar um piso salarial que atenda às necessidades do professor e de sua família “que hoje não poderia ser de menos de R$ 5 mil”.

Zé Maria (PSTU) quer garantir os 10% do PIB para a educação. O candidato lembra em seu programa de governo que as melhorias nessa área estavam entre as principais reivindicações dos brasileiros que se juntaram às manifestações em junho do ano passado. “Lutamos por 10% do PIB para a educação já , e não em 10 anos como prevê o Plano Nacional de Educac a o do governo”, destaca.