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Campos promete destinar 10% da receita para a saúde

 

Na inauguração de comitê em São Paulo, candidato do PSB ao Planalto reforça estratégia de apresentar propostas populares

Nilton Fukuda/Estadão

Candidato do PSB, Eduardo Campos, e Marina Silva

São Paulo - O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, se comprometeu nesta segunda-feira, 21, caso seja eleito, a destinar 10% da receita da União para a saúde, o que significaria investir cerca de R$ 40 bilhões a mais por ano no setor.

A promessa vem se unir a uma série de outras feitas recentemente pelo candidato.

Terceiro colocado nas pesquisas, Campos tem investido em propostas populares para tentar avançar. No mais recente Datafolha, ele aparece com 8% das intenções de voto.

Durante a inauguração do comitê central da campanha em São Paulo, Campos argumentou que aumentar os repasses para a saúde era uma questão de prioridade e que a má condução da economia pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida eleitoral, faz com que falte dinheiro para setores estratégicos. “No Brasil acontece algo interessante. Quando se fala de recursos para as coisas que tocam o dia a dia do povo não tem dinheiro. Lá no passado,

quando se precisou sanear o sistema financeiro apareceram bilhões de reais do Proer. E agora para assistir o setor elétrico gastaram R$ 50 bilhões. Mas falou em botar R$ 38 bilhões na saúde pública, aí não dá, não tem dinheiro, tem que explicar”, disse Campos.

Destinar 10% da receita corrente bruta da União para a saúde é uma reivindicação antiga do Movimento Saúde+10, que reúne dezenas entidades do setor e chegou a apresentar um projeto de lei para regulamentar a questão ao Congresso. No ano passado, o Ministério do Planejamento disse que o governo não tinha recursos para financiar essa proposta.

Nos quase oito anos à frente do governo de Pernambuco, Campos destinou pelo menos 14% da receita corrente líquida estadual para a saúde, de acordo com dados da Secretaria estadual da Fazenda. A Constituição determina que os investimentos na área representem 12% dos recursos dos Estados.

O pacote lançado nesta segunda por Campos conta ainda com o projeto de criar uma carreira federal para médicos, construir 100 hospitais e 50 maternidades. O candidato, porém, não detalhou de onde sairiam os recursos.

Além das promessas na área da saúde, Campos tem levantado a bandeira da educação. Na semana passada, prometeu implantar o passe livre estudantil e universalizar o ensino de tempo integral.

Nesta segunda, afirmou que a primeira medida teria um custo de R$ 12 bilhões ao ano. Ele não deu detalhes sobre os investimentos necessários para o plano de educação integral, mas estudo preliminar usado pela sua equipe fala em um aumento de 25% nos repasses para Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que neste ano será de R$ 104,3 bilhões.

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Empreiteira que fez aeroporto em Minas doou para Aécio

Tucano e seu afilhado político, Antonio Anastasia (PSDB), foram os únicos políticos que receberam recursos da empresa para a campanha eleitoral

Victor Schwaner/Divulgação

Aécio visitou um santuário na região metropolitana de Belo Horizonte acompanhado por Antônio Anastasia, candidato a senador

A empresa responsável pelas obras no aeroporto de Cláudio (MG), Vilasa Construções Ltda., doou recursos para Aécio Neves (PSDB) em sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 2006. A mesma empreiteira também desembolsou dinheiro quatro anos depois, para a campanha do afilhado político de Aécio, Antonio Anastasia (PSDB), que venceu a disputa pelo Estado e manteve os tucanos no comando de Minas.

As doações de R$ 67 mil para Aécio em 2006 e de R$ 20 mil a Anastasia em 2010 foram registradas na Justiça Eleitoral. Eles foram os únicos candidatos majoritários a receber recursos da Vilasa nas duas eleições. Aécio declarou na Justiça gastos de R$ 19,4 milhões naquela campanha. Anastasia declarou despesas de R$ 38 milhões em 2010.

O aeroporto na cidade de Cláudio foi construído pela Vilasa entre 2009 e 2010 em um terreno que já pertenceu a Múcio Tolentino, tio-avô do candidato à Presidência. A empresa foi contratada pelo governo estadual, que desapropriou a área antes da obra, mas os parentes de Aécio questionam o valor da indenização. A obra custou quase R$ 14 milhões.

A pista não tem autorização para ser usada, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, parentes de Aécio dizem que ela recebe voos toda semana e o próprio candidato já fez uso dela. O aeroporto foi construído sobre uma antiga pista de terra batida aberta em 1983, quando Tancredo Neves, avô de Aécio, era governador e Múcio, seu tio-avô, prefeito de Cláudio.

O Estado tentou falar com representantes da empresa na noite desta segunda-feira, 21, sem sucesso. A assessoria de imprensa de Aécio e de Anastasia informaram que as doações da empreiteira às campanhas foram feitas de forma legal e declaradas à Justiça, como exige a lei.

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Dunga é anunciado na seleção brasileira

Vários indícios durante a última semana não deixam dúvidas sobre o retorno do ex-jogador para o comando da seleção brasileira em reestruturação após decepção na Copa do Mundo

 Minuto a Minuto

  • 12h01
    22/07/2014

    Nas redes sociais, torcedores demonstram insatisfação com a confirmação de Dunga no comando do Brasil

  • 11h58
    22/07/2014

    Terminou a entrevista coletiva da apresentação de Dunga como novo treinador da seleção brasileira.

  • 11h57
    22/07/2014

    "Tive muitas ofertas, inclusive recentemente. Esse perído que eu fiquei fora, assisti a muitos jogos, fiz muitas viagens e principalmente conversei com muitas pessoas. Com Gullit, Sacchi, Boban, entre outros sobre o que estava acontecendo e as virtudes do futebol nesta Copa", disse o treinador.

  • 11h53
    22/07/2014

    Dunga demonstrou tranquilidade e satisfação em sua volta à seleção brasileira.

  • 11h51
    22/07/2014

    "A Alemanha sempre se planejou. Sempre deu atenção ao esporte, eu morei na Alemanha e sempre teve centros de treinamento. Acontece que teve uma geração boa e deu-se tempo para que o time jogasse. Quem estava a frente entendeu que devia se dar tempo e que o trabalho daria frutos", afirmou Dunga.

  • 11h47
    22/07/2014

    Dunga está disposto a enfrentar a opinião pública. "A pesquisa está aí para ser derrubada. Acredito no torcedor e no carinho do torcedor brasileira. Não sinto essa tamanha rejeição que dizem as pesquisas."

  • 11h45
    22/07/2014

    "A imprensa tem que entender, que o objetivo maior, a frente de todos nós, é a seleção brasileira. Eu participei dessa Copa do Mundo como jornalista e foi elogiado que os jogadores da Alemanha caminhavam na praia, mas era combinado que eles falariam só depois do almoço", sugeriu Dunga.

  • 11h42
    22/07/2014

    Marin falou sobre a falta de privacidade da Granja Comary. "Pensamos primeiro em privacidade, segundo, o conforto para os jogadores e em terceiro, a segurança. Eu estive lá e conversei muito o chefe de segurança. Eu pensei nisso e estamos esperando o Dunga e o Gilmar para reavaliarmos. Acho que nunca teve um local tão bom para vocês (jornalistas) trabalharem."

     

  • 11h38
    22/07/2014

    "As conversas tem que ser como agora como todo mundo ouvindo. Todas as conversas em objetivo de ajudar a seleção brasileira eu vou estar apto a ouvir. Tudo o que for de intenção para ajudar a seleção brasileira, estarei apto para escutar", disse o técnico.

  • 11h35
    22/07/2014

    "Eu respeito quem tenha votado contra, mas tenho que buscar energia nos 20% que votaram em mim. Se os 76% que votaram em mim não foram suficientes, tenho que mostrar mais", se defendeu Dunga.

  • 11h34
    22/07/2014

    "Eu tenho orgulho de ter sido empresário. Eu fui convocado para fazer parte da seleção brasileira e vocês vão ver como será o meu desempenho", afirmou Gilmar.

  • 11h33
    22/07/2014

    "Todos nós sabiamos que o Gilmar era empresário. Eu tinha certeza que após o anúncio dele toda a sua vida seria investiga por conta de seu cargo. O que restou era que ele apenas era um empresário. Houve vários elogios de que ele era um grande jogador, um grande pai um bom chefe de família. Eu posso garantir que com relação a pessoa Gilmar, não existe nenhuma jurisdição. Ele teve a hombridade de depois do convite deixar de ser oficialmente um agente Fifa", disse José Marin Marin sobre a escolha por Gilmar Rinaldi. 

  • 11h28
    22/07/2014

    "Temos que obter resultados e formarmos um time para a Copa. A Holanda por exemplo têm muitos jogadores jovens, mas tinha o Robben que não deve jogar a próxima Copa. O Brasil têm muitos jogadores jovens mas com experiência em seus clubes. Não temos que escolher jogadores só por serem jovens, mas sim pelo rendimento dentro de campo", afirmou o treinador.

  • 11h24
    22/07/2014

    "Os meus números, o trabalho que eu realizei na seleção brasileira foram os motivos pelos quais o Marin e o Del Nero me chamaram. Mesmo assim, temos que reconhecer os erros para que não os cometemos de novo", justifica Dunga.

  • 11h22
    22/07/2014

    "Quando eu falo do futebol não é só dos jogadores, mas de nós e da imprensa também. Quando você no olho do adversário e você não faz a sua função, ele faz. Os adversários tanto nos respeitam que eles querem ganhar de nós. Temos de ter mais respeito, correr mais. Não dá para ganhar só com a camisa", disse Dunga.

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Zona Azul em Vitória de Santo Antão

Sem sombra de dúvidas uma das mais importantes ações da Prefeitura da Vitória, governo Elias Lira, para reorganizar o trânsito do centro comercial da cidade.

Estava impraticável se transitar pelo centro da cidade em horários de pico, e era impensável se conseguir vaga para estacionamento. Comerciantes, comerciários e consumidores, deixavam seus veículos, carros e motos, parados no centro da cidade o dia inteiro impossibilitando a rotatividade tão importantes para o uso coletivo dos parcos espaços existentes nos centros comerciais de cidades grandes, ou em desenvolvimento como é o caso de Vitória de Santo Antão. A grita era geral.

Agora, no primeiro mês de implantação do sistema de Zona Azul, a grita continua e a principal alegação são os preços cobrados pela Prefeitura. Com relação aos preços, excetuando Recife que cobra R$ 1,00 por duas horas, Vitória tem uma das mais baixas tarifas do país R$ 0,75 por meia hora para carros e R$ 0,35 para motos. O que acontece é que algumas pessoas querem deixar o veículo o dia todo parado no centro e todo dia, desse jeito o estacionamento fica caro e foge do objetivo principal que é o da rotatividade para uso comum e não exclusivo de alguns.

O efeito colateral da Zona Azul do centro foi que algumas praças próximas como a do Livramento e a da Matriz estão servindo de refúgio da Zona Azul e com isso superlotando as mesmas.

Algumas coisas precisam ser ajustadas no sistema mas, o principal problema do vitoriense é cultural. São décadas de desorganização e bagunça onde todo mundo podia fazer o que quisesse e bem entendesse e, principalmente depois que o governo José Aglaílson descredenciou a Polícia Estadual do trânsito da cidade e não cuidou da implantação e organização do trânsito do município.

Uma boa notícia para os vitorienses: falta de espaço no centro comercial de uma cidade é o primeiro sinal de seu crescimento, não necessariamente do seu desenvolvimento. Mas, no caso de Vitória de Santo Antão, pode-se afirmar que isso é sinal do seu grande desenvolvimento econômico em um pequeno espaço de tempo.

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Zona Azul vai subir de R$ 3 para R$ 5 em São Paulo a partir do dia 1º

O valor cobrado pelo estacionamento nas vagas de Zona Azul na cidade de São Paulo vai subir de R$ 3 para R$ 5 pelo períodode uma hora a partir do próximo dia 1º.

O reajuste, de 67%, representa o dobro da inflação desde o último aumento, em outubro de 2009. Na ocasião, o valor subiu deR$ 1,80 para R$ 3. Desde então, o IPCA acumulado ficou em 32,6%.

O aumento ocorre em meio a uma série de medidas da gestão Fernando Haddad (PT) que desestimulam o uso do carro –incluindo a restrição de vagas para estacionar.

Entre elas está a criação de 342 km de faixas exclusivas de ônibus. Implantadas à direita, muitas delas acabaram eliminando vagas nas ruas.



O novo Plano Diretor, criado pela gestão e aprovado na Câmara, permite a construção de no máximo uma vaga por unidade nos prédios perto de corredores de transporte. Para fazer mais, será necessário pagar uma taxa.

A implantação de 400 km de ciclovias na cidade também prevê eliminar 40 mil vagas para estacionamento.

"A prefeitura tem uma estratégia de tornar o transporte público mais atraente, então claramente todas as ações são feitas no sentido de estimular as pessoas a não tirar o carro da garagem, de dificultar o transporte individual", diz Antônio Uras, especialista da consultoria EY na área de estacionamentos.

Ele coordenou um estudo em 15 distritos da capital que apontou um deficit de 125 mil vagas de estacionamento.

Para Uras, porém, o aumento de preço da Zona Azul só deve impactar os valores cobrados pelos estacionamentos privados em algumas áreas onde há maior concentração dessas vagas nas vias públicas –como Barra Funda, Bom Retiro e centro. Hoje, 28% das vagas de Zona Azul ficam na região central.

Pelo estudo, atualmente os estacionamentos particulares cobram, em média, R$ 9 pela primeira hora –e R$ 30 por um período de 24 horas.

O engenheiro Luiz Célio Bottura, consultor em transportes, avalia que o reajuste da Zona Azul deve pressionar o aumento também nos estacionamentos. Mas não deve fazer o motorista desistir de usar o carro no curto prazo.

"É bate e volta. Mas ninguém vai deixar de usar o carro por causa de R$ 2. As despesas com combustível, por exemplo, são maiores", diz.  


INFLAÇÃO

A arrecadação da CET com a venda de folhas e talões de Zona Azul foi de R$ 59,8 milhões em 2013 –8% da receita anual da companhia.

O prefeito Haddad está fora do cargo nesta semana –pediu licença de cinco dias por "motivo particular".

Seu governo diz que o reajuste do preço agora seguiu um estudo técnico da CET.

Jurandir Marinho, gerente da companhia, diz que o aumento de 2009 deveria ter sido para R$ 3,80, e não R$ 3. Na ocasião, afirma, um estudo indicava o valor, mas a gestão Gilberto Kassab (PSD) optou pelo preço menor.

A CET argumenta que, por isso, o reajuste de agora é para compensar o período em que vigorou o preço menor e que, se considerado o valor de R$ 3,80, o aumento ocorreu conforme a inflação.

Preço da Zona Azul vai subir de R$ 3 para R$ 5 em São Paulo a partir do dia 1º de agosto

Preço da Zona Azul vai subir de R$ 3 para R$ 5 em São Paulo a partir do dia 1º de agosto

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Marília Arraes diz que dificilmente Eduardo Campos se elege presidente

Três dias depois de ter declarado apoio à presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa para presidente da República, a vereadora do Recife Marília Arraes (PSB) afirmou na manhã desta segunda-feira (21), que dificilmente seu primo, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), será eleito para o Palácio do Planalto, ao comentar a promessa dele de implantar o passe livre no País.

“É uma pena que o passe livre não foi implantado em todo o Estado. A gente teve sete anos para implantar o passe livre em Pernambuco. Será que será possível cumprir essa promessa nacional?”, alfinetou. “Não sei se ele vai conseguir implantar isso aí no nível nacional. Se ele ganhar a eleição, o que é bastante difícil de acontecer, de acordo com o que as pesquisas indicam”, ironizou a vereadora, em entrevista à Rádio Jornal.

No Recife, Marília Arraes anuncia apoio a Dilma e Armando Monteiro com críticas a Eduardo Campos e o PSB



Insatisfeita com PSB, Marília Arraes retira pré-candidatura a deputada federal

Desde o início de junho, Marília havia desistido de concorrer a um mandato de deputada federal e criticado a aliança formada pelo PSB em Pernambuco, que seria contrária ao discurso nacional da “nova política”. Na última sexta-feira (18), ela declarou apoio ainda às candidaturas do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao Governo do Estado e à do deputado federal João Paulo (PT) ao Senado; ambos de oposição.

Nesse domingo (20), durante um ato de campanha no Recife, o candidato do PSB a governador, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB), afirmou que a vereadora iria se arrepender de apoiar os adversários. “Eu acho que não vale a pena o poder pelo poder, que é como o PSB vem conduzindo a política em Pernambuco”, rebateu a vereadora na entrevista.

“Quem disse, em 2010, que Armando era bom e que era importante votar em Armando, e na presidente Dilma e em Humberto Costa era o próprio Eduardo Campos”, cobrou a socialista; que já afirmou ter passado meses tentando conversar com o próprio primo sobre o cenário eleitoral.

Marília também garantiu que vai se integrar “por inteiro” à candidatura do PTB no Estado. “A gente já fez reuniões. Estou me incorporando a coordenação da campanha dele”, falou, sobre Armando.

SOBRENOME ARRAES – Ouvido logo em seguida pela mesma rádio, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, disse considerar que a repercussão dada à mudança de lado da vereadora se deve ao fato de ela possuir o sobrenome Arraes. Tanto ela, quanto Campos, são netos do ex-governador Miguel Arraes, falecido em 2005.

“Ela queria ser candidata, inclusive, a deputada federal já com essa chapa feita. E o questionamento só veio após a sua desistência [de concorrer]“, cobrou o dirigente partidário. Sileno também interpretou a fala de Câmara dizendo que o candidato quis dizer que mais a frente, com maturidade, a vereadora perceberia que fez a escolha errada.

O presidente do PSB também disse que as possíveis punições à vereadora serão decididas após as eleições. “A gente não vai gastar energia com isso agora. Depois da eleição a gente vai discutir o caso dela e o caso de outras pessoas que tomaram essa decisão nesse momento”, declarou.

Nos bastidores, a informação é que Marília não tem mais espaço dentro do PSB para, por exemplo, disputar a reeleição para Câmara do Recife. “Essa história de que a minha carreira política acabou, eu acho uma prepotência muito grande. Porque a gente acaba a carreira política quando a gente entra em contradição”, criticou a vereadora.

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Petista apoia Paulo Câmara em Agrestina

aluísio moreira 11

A ex-prefeita de Agrestina, Carmem Miriam (PT) anunciou nesse domingo (20) que apoiará a candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco. A petista afirmou considerar Câmara o candidato mais habilitado para o estado.

A anúncio foi feito para mais de 600 pessoas que estiveram presentes em sua fazenda na manhã de domingo. Carmem Miriam anunciou apoio à chapa majoriatária, que tem Raul Henry (PMDB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) como candidatos a vice governador e senador, respectivamente.

Com isto, Miriam vai de encontro com o posicionamento de seu partido no estado. Em Pernambuco, o PT integra a chapa Pernambuco Vai Mais Longe, apoiando a candidatura do ex-senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo. “Agora, preciso de vocês para dar a essa chapa uma bela vitória em Agrestina. E estou muito otimista com a energia e o entusiasmo que tenho percebido”, afirmou a petista em discurso de apoio à Frente Popular por Pernambuco.

Em comunicado, Câmara agradeceu o apoio da ex-prefeita e garantiu que, como governador, será “uma amigo de Agrestina”.

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Campos tenta recuperar apoio no meio empresarial

As últimas pesquisas jogaram água fria no esforço que o ex-governador Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República, tem feito para recuperar apoio no meio empresarial.

Sua equipe notou que empresários perderam entusiasmo com sua candidatura nos últimos meses e torcia por colocação melhor nos levantamentos antes de bater à porta dos grandes financiadores.

O ex-governador declarou à Justiça Eleitoral que pretende gastar até R$ 150 milhões para financiar sua campanha.

Aborrecidos com a política econômica da presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição, muitos empresários viam Campos como uma opção no início do ano, mas ele está em terceiro lugar na última pesquisa do Datafolha, com 8% das intenções de voto. Agora, estão mais inclinados pelo senador Aécio Neves (PSDB), que registra 20%.

O candidato do PSB despertou a atenção do setor produtivo quando se aliou à ex-senadora Marina Silva, em outubro do ano passado. Muitos analistas passaram a tratá-lo como a surpresa da corrida eleitoral, e ele foi convidado a conhecer fazendeiros, banqueiros e investidores.

Nas últimas semanas, aliados de Campos voltaram a procurar empresários e sentiram um clima menos eufórico. "Dilma vai receber mais do que todo mundo, porque é favorita", diz um experiente arrecadador de campanha.

A Folha ouviu quatro dos maiores doadores da campanha eleitoral de 2010, que pediram para não ter seus nomes publicados.

Três disseram que ajudarão Campos, mas que as quantias mais gordas irão para Dilma e Aécio.

"A campanha está começando agora e há muito para acontecer", afirma o economista Henrique Costa, tesoureiro da campanha de Eduardo Campos. "O custo da campanha é elevado, mas não é nossa ambição atingir o teto de arrecadação de R$ 150 milhões. É difícil competir com partidos mais estruturados."

No esforço para convencer empresários de que Campos continua no jogo, seus aliados passaram a vender a ideia de que ele, e não Aécio, teria mais chances de vencer Dilma se houver segundo turno.

A pesquisa mais recente do Datafolha, concluída na semana passada, mostra que a petista teria 44% das intenções de voto contra 40% do tucano se o segundo turno fosse hoje. Caso o adversário fosse Campos, Dilma teria 45% frente a 38% dele.

MAPA ELEITORAL

Campos tem usado outro argumento para dobrar os que preferem Aécio: é preciso patrocinar um terceiro candidato para que a disputa não seja definida no primeiro turno.

A equipe do ex-governador tem mostrado a empresários um gráfico com o mapa das votações obtidas pelo PT e pelo PSDB no segundo turno de 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita.

Segundo os dados, os eleitores do Norte e do Nordeste foram responsáveis pela vitória de Dilma. Campos, do Nordeste, e Marina, do Norte, poderiam anular a vantagem petista nessas regiões.

Por influência de Marina, a campanha definiu que não se empenhará para buscar doações de indústrias de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e agrotóxicos, mas houve conversas com a Ambev, gigante mundial da cerveja.

Campos esteve com representantes da empresa na semana de largada da campanha. A cervejaria confirma que ajudará o pessebista, mas ressalva que serão contribuições modestas. Nas eleições de 2010, doou menos de R$ 5 milhões aos candidatos.

Campos também procurou o grupo JBS, do setor de carne. Terceiro maior doador em 2010, com R$ 76 milhões para candidatos de vários partidos, o grupo deu R$ 2 milhões ao PSB em 2013 e afirma que voltará a apoiá-lo neste ano.

Rubens Ometto, dono do grupo Cosan, acompanhou Campos recentemente em encontros com outros investidores. À Folha o empresário afirmou, por meio de sua assessoria, que "não vai declarar apoio a nenhum candidato" e que "apoia a democracia e o crescimento do país".