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'O desejo sexual do homem é maior que o da mulher', diz Mr. Catra

Pai de mais de 20 filhos, Mr. Catra ensinou como se faz para criá-los sem problemas.

Em entrevista a Thammy Gretchen, Val Marchiori, Dani Bolina e Penélope Nova, o funkeiro deu suas dicas educacionais:

"Tem que mostrar a realidade, falar a verdade. Tem que tratar com amor para ele te respeitar. Você tem que ser amigo de seus filhos", ensinou Catra.

Casado com três mulheres ao mesmo tempo, ele defende que o desejo sexual masculino é maior do que o feminino.

"O desejo é diferente do homem e da mulher. O desejo sexual do homem é muito maior que o desejo sexual da mulher", defendeu o funkeiro.

Questionado por Thammy Gretchen se ele consegue cuidar bem das três mulheres, Catra respondeu que são elas é que cuidam dele.

"As mulheres são o pilar da sociedade", defendeu.

 

Mr. Catra em show no Cabral (zona leste de São Paulo)
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Armando Monteiro confia em acordo com o PP

Enquanto trabalha nos bastidores para conseguir a adesão do PP e do PDT à chapa de oposição, o pré-candidato ao governo do estado, Armando Monteiro Neto (PTB) reagiu com naturalidade a mais uma afirmação da vereadora Michele Collins (PP) de que disputará o pleito em outubro, o que jogaria por terra uma aliança com os progressistas. A pré-candidata disse ontem, em entrevista a uma rádio local, que sua postulação ao cargo é pra valer e não uma manobra para fortalecer e conseguir votos para uma futura e provável chapa com o PTB.

"Nada disso atrapalhará as conversas que estamos tendo com o PP. Nós sempre respeitamos a posição deles de ter uma pré-candidatura, que é legítima. Se amanhã resolvermos juntos que o melhor é uma candidatura única, isso será feito. Estamos avaliando cuidadosamente. Todos estamos fechados com a presidente Dilma e sempre dissemos que estamos abertos ao debate", afirmou Armando.

Questionado se o partido já possuía um plano B para o nome do vice ao governo - que já teria sido oferecido ao PP e ao PDT - caso a costura não se concretize, o senador foi enfático. "Não tem essa de plano B. Temos outros partidos na aliança e outros que ainda podem aderir a nossa candidatura. Estamos tratando desse tema sem nenhuma ansiedade e acreditamos que não vamos ter dificuldades para costurar esse acordo", acrescentou o petebista. Armando viajou ontem à capital federal após acompanhar a presidente Dilma Rousseff durante a vista ao estado, na última segunda-feira. Amanhã, retorna ao Recife.

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Doleiro da Lava Jato recebeu dinheiro de conta secreta do caso Siemens

Raul Srour, preso há 3 semanas pela PF junto com Alberto Youssef, foi destinatário de valores de conta em Luxemburgo

por Fernando Gallo

O doleiro Raul Henrique Srour, preso, assim como Alberto Youssef, na operação Lava Jato, da Polícia Federal, recebeu dinheiro da conta secreta aberta por ex-diretores da Siemens em Luxemburgo. A conta é investigada pela matriz alemã da Siemens. Em depoimento à Polícia Federal em 2013, o vice chefe de compliance da multinacional na Alemanha, Mark Gough, que apura o caso internamente, afirmou suspeitar que a conta tenha sido usada para pagar propina a agentes públicos brasileiros.

Pela conta passaram US$ 7 milhões entre 2001 e 2006. A descoberta da conta resultou na demissão, em outubro de 2011, do ex-presidente da Siemens no Brasil Adilson Primo. Primo era sócio da empresa dona da conta, mas durante 3 anos negou à matriz alemã que soubesse de sua existência. Ele foi demitido quando a Siemens alemã recebeu da polícia de Luxemburgo os documentos que vinculavam Primo à conta.

Gough contou à PF que a conta de Luxemburgo, entre outras transferências, repassou valores para as contas de duas empresas suíças, de nomes Neisse e Limanda. As duas contas eram de propriedade de três doleiros: Antonio Pires de Almeida, Ana Lucia Pires de Almeida e Paulo Pires de Almeida, os dois primeiros já falecidos. A Limanda, relatou Gough, transferiu dinheiro para uma conta da empresa Cristal Financial Services, localizada nas Ilhas Virgens Britânicas. Essa empresa é de propriedade de Raul Srour e de um sócio dele, Richard Andrew van Otterloo.

Doleiro recebeu dinheiro de conta secreta da multinacional alemã. Foto: Reprodução

O vice-chefe da compliance (setor que disciplina padrões internos de conduta) da Siemens entregou às autoridades brasileiras documentos fornecidos pela polícia de Luxemburgo e outros colhidos pela empresa durante as apurações internas.

O Ministério Público estadual já abriu um inquérito para apurar se a conta secreta de Luxemburgo foi utilizada pela Siemens para pagar propina a agentes públicos brasileiros.

Há duas semanas, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao Supremo Tribunal Federal autorização para que o Ministério Público encaminhe a Luxemburgo um pedido de cooperação judicial internacional.

Assim como Alberto Youssef, Srour e Otterloo são velhos conhecidos da polícia e da Justiça brasileiras. Em 2011, eles foram condenados pela Justiça Federal por participação no caso Banestado – evasão de US$ 30 bilhões nos anos 1990.

Os doleiros foram sentenciados por evasão de divisas – movimentaram cerca de US$ 1 bilhão – e por operação de instituição financeira sem autorização.

Eles devem ser intimados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal para prestarem depoimento no caso Siemens. Se repetirem a estratégia levada a cabo durante o processo judicial do Banestado, as autoridades podem chegar a conhecer os destinatários finais dos valores que passaram pela conta secreta de Luxemburgo.

No caso Banestado, os dois doleiros foram beneficiados por terem feito delações premiadas com a Justiça. Otterloo prestou mais de 100 depoimentos, nos quais , revelou nomes e transações sob suspeita.

Pela cooperação com a Justiça, ambos tiveram direito a redução da pena. Srour e Otterloo foram condenados a dois anos e seis meses de prisão, punição substituída por duas penas restritivas de direitos – um ano e 9 meses de prestação de serviços comunitários e doação de 50 cestas básicas uma instituição de caridade.

Os acordos de delação premiada feitos por ambos foram os primeiros no âmbito da 6.ª Vara Criminal Federal.

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Eduardo Campos começa por Campinas périplo para se 'apresentar' a eleitores

Numa corrida contra o tempo para tentar se tornar mais conhecido entre os eleitores, o pré-candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) começará nesta quarta-feira, 16, em Campinas (SP), um périplo por cidades-polo com mais de 200 mil eleitores até o início da campanha oficial, em julho. A estratégia do partido é levar o discurso de "mudança na política" apresentado nesta segunda-feira, 14, com a confirmação da ex-ministra Marina Silva como vice da chapa da sigla, através de entrevistas nos veículos de comunicação locais, como jornais e rádios, além de debates sobre temas regionais e nacionais.

 - Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão
 

Em Campinas, Campos vai participar de um encontro com dirigentes do PSB da região. No dia 22, a previsão é que ele percorra algumas localidades da Região Sul, com uma primeira parada em Florianópolis e Chapecó (SC). Também é pré-agendado um giro por algumas cidades do Paraná.

Depois de quatro dias, Campos deverá cruzar o Brasil para ir a Manaus, onde realiza o "encontro de táticas" com integrantes da Rede. Um último encontro está previsto para ocorrer em Brasília, possivelmente em 17 de maio. "Nossa meta é tentar até junho percorrer as 150 maiores cidades em todos os Estados, ora só com Eduardo, ora só com Marina, ou com os dois. O objetivo é ter uma abordagem com a comunidade regional porque uma agenda só de capital não leva a mensagem para o interior, para as cidades-polo", afirmou o líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos coordenadores de campanha do partido.

Segundo maior colégio eleitoral brasileiro, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais também deve ser visitado pelo pré-candidato do PSB no início de maio. A previsão é que Campos compareça no dia 3 na Expozebu, uma das maiores feiras da região e parada obrigatória de concorrentes ao Planalto, que será realizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro. No mesmo dia, o pré-candidato do PSB deve participar de uma reunião com integrantes da legenda em Uberlândia, na mesma região, e no dia 5 em Belo Horizonte.

"Agora, é concluir os dois encontros regionais que estão faltando na Região Norte e no Centro-Oeste. Depois disso, a gente vai colocar o Eduardo na estrada. Já estamos trabalhando algumas agendas em Minas, principalmente no interior do Estado", afirmou o deputado Júlio Delgado (MG), presidente estadual da sigla em Minas.

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Congresso adia decisão sobre CPI da Petrobrás para esperar Supremo

Senadores e deputados preferem deixar para depois da Páscoa análise de pedidos para instalar comissão ampliada, que inclui apurações sobre o cartel no Metrô de SP e o Porto de Suape, em PE

Brasília - O Congresso Nacional prorrogou mais uma vez a decisão sobre a instalação da CPI da Petrobrás. Em uma frente, o Senado adiou para semana que vem a votação do relatório que defende uma investigação ampliada - incluindo apurações sobre o cartel no Metrô de São Paulo e o Porto de Suape, em Pernambuco. Já os deputados aproveitaram a sessão conjunta das Casas e apresentaram questões de ordem, após a leitura dos pedidos de criação de comissões mistas - uma ampla e outra que investigue apenas a Petrobrás.

Pedidos de criação de duas CPI's foram lidos em Plenário - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão
Pedidos de criação de duas CPI's foram lidos em Plenário

O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem cabe bater o martelo sobre os questionamentos, disse que dará um parecer "oportunamente", mas destacou estar à espera de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre os rumos da CPI.

A ministra Rosa Weber tem em mãos dois recursos sobre o assunto: um da oposição, que pede a instalação da CPI exclusiva da Petrobrás, e o outro apresentado por governistas, com questionamentos sobre a conexão entre os fatos a serem investigados. A expectativa é que ela se posicione até terça-feira.

Caso isso não aconteça, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), já avisou que vai entrar com outro mandado de segurança no Supremo.

"Como há expectativa em relação à decisão do Supremo, não adianta precipitarmos. Não adianta colocar a decisão do plenário acima (do STF)", disse Renan Calheiros.

O adiamento conta com a concordância da oposição que, descontente com a possibilidade de que acabe instalada uma CPI ampliada, prefere aguardar o posicionamento de Rosa Weber. "Não vejo problema em deixar para semana que vem. Se essa for a decisão do governo, não vamos criar dificuldade", disse o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), que defende uma CPI exclusiva da Petrobrás.

As denúncias contra a Petrobrás estimularam a criação de quatro Comissões Parlamentares de Inquérito - duas de iniciativa da oposição e duas bancadas pelos governistas. A oposição defende investigações exclusivas da estatal, com objetos idênticos nos dois pedidos de CPI: uma só do Senado e outra, mista. O governo, por sua vez, protocolou pedidos de comissões com objetos ampliados, que abrangem além da Petrobrás, assuntos indigestos ao PSDB e ao PSB.

No Senado, depois que Renan mandou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidir sobre a abrangência das investigações, prevalece a CPI ampla, como quer o governo. Contudo, a decisão da CCJ ainda precisa ser analisada em plenário.

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Leia a íntegra da carta de João Lyra Neto para Eduardo Campos

Apesar de ter faltado ao evento de lançamento da candidatura presidencial do ex-governador Eduardo Campos (PSB), o atual chefe do Executivo estadual, João Lyra Neto (PSB), enviou uma carta que foi lida pela filha, a deputada estadual Raquel Lyra, durante o ato nessa segunda-feira (14).

Lyra, que foi vice de Eduardo durante sete anos e três meses, perdeu o evento para recepcionar, em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata a releeição e, portanto, adversária de Campos no plano nacional.

Leia a íntegra da carta:

Caro Eduardo Campos,

Nossa história política está firmada a partir de raízes profundas. Trata-se de uma longa trajetória de lutas pela democracia e fundamentalmente um compromisso inabalável com as melhores causas do povo brasileiro. Começou quando meu pai João Lyra Filho e seu avô Miguel Arraes arregimentaram, em Pernambuco, no ano de 1959, a primeira Frente Popular.

Meu pai e Arraes entendiam que as grandes causas do povo deviam ser enfrentadas com a união das forças acima das divergências menores de natureza política. Meu irmão Fernando Lyra continuou essa luta no enfrentamento da ditadura, pelas eleições diretas e a redemocratização do país.

Prefeito de Caruaru por duas vezes e líder do governo Arraes na Assembleia Legislativa, sempre estive unido com a Frente Popular de Pernambuco. Não foi por acaso que voltamos a nos encontrar, em 2006, para construir o governo da Frente Popular, liderado pela sua inteligência e capacidade. Foram sete anos e três meses de muito trabalho.

Após participar diretamente, na condição de vice-governador, de seus dois mandatos, afirmo que o político Eduardo Campos deixa um exemplo de gestão que extrapola as fronteiras do nosso Estado. O governo Eduardo Campos foi reconhecido nacional e internacionalmente por suas práticas inovadoras. Recebeu o reconhecimento nacional de entidades como a ONG Transparência Brasil e o Movimento Brasil Competitivo.

No plano internacional, o governo Eduardo Campos foi vencedor, por duas vezes, de prêmios de gestão pública conferidos pela Organização das Nações Unidas – ONU. Pernambuco hoje é o Estado que mais recebeu premiações da ONU.

E assim, posso dizer que Pernambuco oferece ao Brasil um grande líder nacional. Um líder predestinado ainda para muitas vitórias.

Na condição de filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), venho prestar meu total apoio e solidariedade ao lançamento da chapa presidencial que tem a sua competente liderança e a da companheira Marina Silva, representando a Rede Sustentabilidade. Tenho absoluta certeza que os brasileiros irão compreender nossas bandeiras de luta pela renovação na prática política e de gestão administrativa, além da defesa da sustentabilidade ambiental.

Transmita a Marina Silva e a todos os companheiros do PSB, Rede e PPS presentes a este importante evento político o meu entusiasmo com o futuro do Brasil. Como tem acontecido ao logo da nossa história, mais uma vez Pernambuco terá papel de vanguarda diante das grandes causas populares e nacionais.

Conte com o meu empenho, trabalho e dedicação em mais esta caminhada que vamos trilhar juntos.

João Lyra Neto

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Com Marina na vice, Eduardo Campos prega fim da polarização entre PT e PSDB

Integrantes do PSB e da Rede deram início nesta segunda-feira à pré-campanha presidencial de Eduardo Campos. De olho na Lei Eleitoral, que proíbe a realização de campanha até julho, o encontro foi batizado como um ato "político-cultural", mas serviu na prática para confirmar Campos na cabeça de chapa e Marina na vice. Em discurso durante o evento, Eduardo Campos lembrou seu histórico político e introduziu o mote de necessidade de renovação, de "novo pacto social" e de fim da "polarização" entre PT e PSDB.

Escritor Ariano Suassuna cumprimenta Marina Silva ao lado de Eduardo Campos - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão


"[Na campanha de 2010] ou era tudo ou nada. Eu presto tudo e você não presta nada. Esse debate fez com que o Brasil vivesse em 2010 quase a anulação do processo político", afirmou Campos. O ex-governador de Pernambuco disse ainda que, na última campanha presidencial, houve uma anulação do debate político, que "descambou" para temas religiosos.

De acordo com Campos, "tem gente escondendo a verdade do povo brasileiro". "Esta chapa vai colocar na oposição o fisiologismo e o patrimonialismo", afirmou. Segundo ele, não é com o "presidencialismo de coalizão" que se fará nada de inovador no Brasil.

Ele também ressaltou em vários momentos a importância da aliança com Marina, que ingressou no partido após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar a criação da Rede em outubro do ano passado. "Nós queríamos que a Rede estivesse pronta em 2013. Ao meu lado, você (Marina), estará no governo", afirmou.

Campos elogiou a postura de Marina, que decidiu se aliar ao PSB. "O Brasil não podia ficar sem alternativa", disse. E lembrou o desempenho da vice nas últimas eleições. "Em 2010, vimos uma mulher com voz mansa e suave fazer sucesso na política", disse.

Campos também anunciou que deverá percorrer o País nos próximos dias. "O povo brasileiro quer ser escutado. Vamos andar o Brasil mais para ouvir do que para falar, ouvir com coração as angústias, se colocar ao lado de um povo que, animado, pode fazer mudanças que muitos duvidam", afirmou. Segundo Campos, o povo brasileiro foi "perdendo a fé de que a vida pode melhorar no futuro", mas "quem crê neste País não quer ver o povo desanimar".

Sem citar nomes, o pré-candidato mandou recados aos adversários ao dizer que não teme o confronto, mas vai fazer um "debate respeitoso, de ideias". "Vamos para cima fazer o debate que sabemos fazer. Os que tremem hoje com a intolerância, com a arrogância, com provocação, fiquem tranquilos porque vamos passar firmes com as nossas ideias. Eles sabem que nós sabemos fazer, e vão ver que fazemos com muita firmeza esse debate", afirmou. "O Brasil, mais que um gerente, quer uma liderança que construa."

O socialista também aproveitou o evento para criticar a atuação do governo na gestão da Petrobrás, alvo de investigação por parte do Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal. Uma CPI também pode ser instalada no Congresso para investigar a estatal. "Não vamos permitir que a Petrobrás se transforme em caso de polícia", ressaltou. "Um País não pode ver a Petrobrás perder valor e achar que não houve nada de mais." Campos também disse que não vai permitir que a Eletrobras seja desmontada.

De forma indireta, Campos também fez críticas ao governo ao dizer que "tem muita gente escondendo problemas para que passe a eleição", "colocando problemas debaixo do tapete". Ele assegurou ainda que os programas sociais criados pelos governos anteriores deverão ser mantidos. "É preciso acabar com o terrorismo eleitoral sobre o fim dos programas sociais." O pré-candidato acenou com uma ampliação dessas políticas. "Precisamos ampliar as políticas sociais e torná-las mais efetivas. É preciso incluir milhões de brasileiros que sequer têm direito ao Bolsa Família." Campos afirmou ainda que "o processo de políticas públicas inclusivas foi estancado desde 2010."

No discurso, Campos também criticou a gestão econômica do atual governo. "O Brasil desses últimos três anos perdeu o rumo estratégico", disse. "Os problemas que temos na economia são de confiança, de credibilidade e de rumo". O socialista também disse que falta visão estratégica na educação e que a sustentabilidade não é um apêndice em seu programa de governo.

No evento também foram apresentados alguns princípios de campanha eleitoral do PSB que deverão ser propagados pelos próximos meses. Entre eles, está a ampliação da participação da sociedade no debate e nas decisões do Estado, assegurando a transparência na gestão pública, o avanço nas conquistas econômicas e sociais obtidas nos últimos 20 anos e a criação de bases para um ciclo de desenvolvimento sustentável do País. O encontro também contou com a participação de lideranças do PPS, do PPL e artistas.

Segundo integrantes da cúpula do PSB, após o lançamento da pré-campanha realizado, a ideia é intensificar as ações de comunicação por meio das redes sociais, rádios e televisão, para que Eduardo Campos se torne mais conhecido entre os eleitores.

O dramaturgo Ariano Suassuna também falou no evento sobre os próximos desafios de campanha. "Sei que Marina vai ajudar muito. A gente precisa mostrar quem é Eduardo Campos o que ele faz, e como ele faz. Com essa alegria e esperança eu apoiei o Eduardo Campos em 2006 [na campanha ao governo de Pernambuco]. Quando a gente começou a jornada, ele tinha 4% nas pesquisas e terminou o governo com 65%", ressaltou.

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Dilma ataca os que ‘por proveito político’ ferem a imagem da Petrobrás

IPOJUCA (PE) – A presidente Dilma Rousseff reeditou ontem a estratégia do PT nas eleições de 2006 e 2010 de atrelar o PSDB à intenção de privatizar e sucatear a Petrobrás. Em visita ao Porto de Suape, em Pernambuco, e vestindo o macacão laranja da estatal, ela defendeu o trabalho da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União de investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência na empresa, mas acusou a oposição de atuar contra os interesses nacionais.

Foi a primeira vez que Dilma se manifestou publicamente sobre a crise envolvendo a estatal após o Estado revelar, em 19 de março, que ela deu aval à compra de parte da polêmica refinaria de Pasadena, nos EUA, a partir de um resumo técnico, nas suas palavras, “falho” e “incompleto”. Desde então, a Polícia Federal levantou mais suspeitas sobre os negócios da Petrobrás ao expor as relações do ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa com o doleiro Alberto Youssef e partidos políticos.


Foto: Diego Nigro/JC Imagens



“Não deixarei de combater qualquer tipo de ação criminosa ou ilícita de qualquer espécie, seja ela feita por quem for, mas também não ouvirei calada a campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas”, discursou ontem a pré-candidata à reeleição, ao lado da presidente da Petrobrás, Graça Foster.

À “galera”, como ela se referiu à plateia formada por militantes petistas e trabalhadores do estaleiro, Dilma disse que o governo Fernando Henrique Cardoso quis mudar o nome da Petrobrás para PetroBrax. “De forma sorrateira, começou todo um processo que fatalmente levaria (a Petrobrás) para as mãos privadas. De tão requintado esse processo, chegou-se até a propor a mudar o nome para PetroBrax, sonegando à Petrobrás a sigla que é a nossa identidade e a nossa nacionalidade, o ‘Bras’ de Brasil”, afirmou.

A ideia de transformar a Petrobrás em PetroBrax foi lançada no início da década de 2000, no governo FHC, sob justificativa de facilitar o processo de internacionalização da companhia.

Pontual. Em seu discurso, de 38 minutos, Dilma defendeu a versão de que a crise envolvendo a estatal é resultado de ações “individuais” e “pontuais”. A presidente se queixou de que a história da Petrobrás está cercada de “confusões” e “armadilhas”, citando desde as análises mais antigas, de que não havia petróleo no Brasil, até processo de tentativa de privatização da companhia.

Ela apresentou uma série de números para criticar o governo tucano. A presidente disse ainda que, atualmente, se esconde a informação de que em 2003, quando o governo do PT assumiu o Palácio do Planalto após a gestão FHC, a estatal valia menos no mercado do que vale hoje – os números usados pelos críticos do governo levam em conta a queda acentuada do valor de mercado da empresa, mas usando como referência o pico de valorização da Petrobrás de 2011.

“Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem deliberadamente a realidade do mercado mundial de petróleo para transformar eventuais problemas conjunturais em supostos fatos irreversíveis e definitivos”, disse a petista, numa referência à compra da refinaria de Pasadena e à conjuntura na qual foi fechado o negócio.

Dilma defendeu a presidente da Petrobrás e o presidente da subsidiária Transpetro, Sérgio Machado, que, conforme revelou ontem o Estado, foi citado quatro vezes na agenda do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

“Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, eu defenderei em qualquer circunstância e com todas as minhas forças a Petrobrás”, disse Dilma.
Oposição. Após o evento em Pernambuco, pré-candidatos da oposição ao Planalto voltaram a criticar a presidente e rebateram suas declarações.

O senador Aécio Neves, que disputará o Planalto pelo PSDB, disse em Salvador que é preciso tirar a estatal “das garras” do PT. “Diziam que a gente ia privatizar a Petrobrás, mas o que eu quero é reestatizar a Petrobrás. Quero tirá-la das garras de um partido que a ocupou para fazer negócios e entregá-la, novamente, aos interesses maiores da população brasileira”, disse, durante o lançamento da chapa de oposição ao governo petista de Jaques Wagner na Bahia.

Mais tarde, em evento no Rio, voltou ao assunto. “Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobrás”, afirmou Aécio.

Já o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato do PSB ao Planalto, disse em Brasília, durante lançamento de sua chapa com Marina Silva, que não se pode permitir que ela vire um “caso de polícia”. Ele também atacou o valor de mercado da estatal: “Não vamos permitir que a Petrobrás se transforme em um caso de polícia, que a Eletrobrás seja desmontada enquanto sistema. Um País não pode ver a Petrobrás perder valor e achar que não houve nada de mais. Precisamos levar uma palavra de confiança na Petrobrás às universidades. Nós vamos fazer a diferença na Petrobrás”, disse Campos, referindo-se ao pico de valorização da estatal, em 2011, e ao valor aproximado atual da empresa. / COLABORARAM TIAGO DÉCIMO, JOÃO DOMINGOS, EDUARDO BRESCIANI E DÉBORA BERGAMASCO