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Em cenário de empate técnico, Dilma ultrapassa Aécio

A poucos dias da votação, a indefinição continua sobre quem vai governar o Brasil nos próximos quatro anos. Duas pesquisas de intenção de voto – Datafolha e Vox Populi – apontam o mesmo cenário. Enquanto Dilma Rousseff (PT) subiu três pontos e atingiu 46% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (20), no Jornal Nacional, Aécio Neves (PSDB) caiu dois e aparece com 43%. Número semelhante aparece na pesquisa do Vox Populi. Esta é a primeira vez que a presidente, candidata à reeleição, aparece numericamente na frente do tucano no segundo turno.

Dilma havia diminuído entre a primeira pesquisa Datafolha dessa fase das eleições, no dia 9, e a segunda: passou de 44% para 43% no dia 15. Porém, agora conseguiu crescer 3% e atingir o maior percentual. Aécio fez o caminho inverso: foi de 46% no dia 9 para 45% seis dias depois e hoje apareceu com 43%.

Levando em consideração apenas os votos válidos, como é feito pela Justiça Eleitoral, a petista passou de 49% nas duas primeiras pesquisas para 52% nesta. O tucano, ao contrário, foi de 51% para 48%.

As intenções de voto brancos e nulos, não contabilizados, são de 5%, um ponto a menos que na última pesquisa. Os indecisos se mantiveram em 6%.

O Datafolha entrevistou 4.389 eleitores de todo o Brasil nesta segunda-feira. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, 95%.

Já o Vox Populi ouviu 2 mil eleitores entre o último sábado (18) e domingo (19) em 147 cidades brasileiras.

APROVAÇÃO DO GOVERNO – O crescimento de Dilma se reflete também na aprovação da sua gestão à frente do Palácio do Planalto. A porcentagem de eleitores que consideram o governo ótimo subiu de 39% no dia 9 para 42% nesta segunda-feira. Seguindo essa lógica, os que acreditam que é ruim passou de 22% para 20%. O governo é considerado regular por 37%.

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Transição para o governo de Paulo Câmara é adiada

O processo de transição no Governo de Pernambuco foi adiado para esta terça-feira (21). No último dia 15 foi anunciado que a transição teria início nesta segunda-feira (20), no entanto a data foi modificada e o processo de transição começa um dia depois. O escritório de transição da gestão João Lyra (PSB) para o governador eleito Paulo Câmara (PSB) já tem sede e equipe formada.

Apesar da alteração na data, há a expectativa de que a transição seja fácil, uma vez que os dois governadores pertencem ao mesmo partido e a equipe de Paulo Câmara já está totalmente formada.

A equipe do governador eleito é formada pelos coordenadores Renato Thièbaut e Cecília Wanderley, ambos atuaram na campanha eleitoral de Paulo Câmara. A equipe é comandada pelo vice-governador eleito, Raul Henry (PMDB).

O escritório da transição funcionará em uma sala cedida pela Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, numa sala do Empresarial Graham Bell, situado na Ilha do Leite.

João Lyra foi eleito vice-governador na chapa que elgeu Eduardo Campos. Lyra assumiu o posto em abril, quando Campos renunciou ao cargo para se candidatar à Presidência da República. Já Paulo Câmara foi eleito governador com mais de 3 milhões de votos ainda no primeiro turno. O número representa cerca de 68% dos votos do eleitorado pernambucano, a maior votação de um governador em todo o país.

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Citada por delator, Gleisi se diz vítima de ‘denuncismo’

A senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou neste domingo, 19, mais uma vez, ter recebido doação do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Em nota, ela informou que estuda processar Costa, Youssef e o jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo reportagem publicada no domingo pelo Estado, Costa afirmou ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema na Petrobras repassou R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado. Na nota oficial divulgada ontem, a senadora petista disse que, a poucos dias da eleição, é “vítima pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos”. A oposição informou ontem que quer ouvir Gleisi na CPI mista da Petrobras a respeito das suspeitas levantadas.

Questionada ontem sobre o assunto durante entrevista, Dilma evitou responder diretamente sobre a acusação do ex-diretor da Petrobras envolvendo sua ex-chefe da Casa Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


fonte: Estadão Conteudo

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Debate presidencial Aécio/Dilma

Aécio Neves e Dilma Rousseff se enfrentam neste domingo, na TV Clube/Record, em novo embate desde que teve início o segundo turno das eleições presidenciais



    
Na noite deste domingo (19), os brasileiros terão mais uma oportunidade de comparar as propostas dos candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição. A partir das 22h15 (pelo horário de verão), a TV Clube/Record transmite o terceiro debate entre os presidenciáveis neste segundo turno.  O formato do evento foi planejado de forma que os dois tenham o maior tempo possível para expor suas ideias.

Serão quatro blocos, todos com confronto direto. Não haverá sorteio de perguntas ou perguntas realizadas por jornalistas. Ao todo, cada candidato fará sete perguntas para o adversário, sendo quatro no primeiro bloco, dois no segundo e uma no terceiro. O quarto bloco será reservado para as considerações finais de cada um.

Os postulantes terão 45 segundos para fazer os questionamentos. A resposta deve ser dada em até dois minutos. O tempo máximo para a réplica e a tréplica será de um minuto. Já nas considerações finais, Dilma e Aécio terão dois minutos para passarem suas mensagens aos eleitores.  No estúdio, estarão presentes, além dos candidatos, os jornalistas da TV Clube/Record, Adriana Araújo e Celso Freitas, que mediarão o confronto. Cada equipe de campanha poderá levar 40 representantes.

Diante de um cenário eleitoral apertado, com Dilma e Aécio tecnicamente empatados, segundo as últimas pesquisas divulgadas, os debates são oportunidades para os adversários conquistarem os eleitores que ainda estão indecisos. De acordo com o cientista político da Universidade de Brasília (UNB), Leonardo Barreto, o eleitorado que pode mudar de voto pode ser muito maior que os levantamentos apresentam.

“Cerca de 25% dos eleitores estão em jogo, já que muitos deles estão submetidos ao que chamamos de pressões cruzadas. Por exemplo, há pessoas que querem votar em Dilma, mas vêem uma quebra de confiança quando analisam as denúncias de corrupção da Petrobras”, explicou.

Na avaliação do cientista, os debates eleitorais, no pleito deste ano, assumiram uma característica diferente em relação a outros anos. “Nunca vimos os candidatos agindo de maneira contundente e forte como agora”, disse, referindo-se ao nível de ataques registrados nos embates do segundo turno.  “Não há dúvidas de que os debates vão ser a arena privilegiada, onde Dilma e Aécio vão trocar acusações, visando atingir essa parcela significativa da população.”

Apesar de reconhecer que a estratégia utilizada pela campanha do PT é a da desconstrução da imagem do adversário perante a sociedade, Barreto afirma que o foco em ataques não é benéfico para os eleitores. “Nesse sentido, os eleitores acabam não escolhendo os melhores candidatos, mas aqueles que possuem maior desenvoltura. Acredito que isso mancha a campanha num momento decisivo, em que uma decisão de extrema importância será tomada daqui a uma semana”, pontuou.

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Reta final das eleições 2014

Nos seis dias que faltam para os brasileiros decidirem quem governará o País nos próximos quatro anos, Dilma Rousseff e Aécio Neves se acusam de promover campanhas de baixo nível e tentam, agora, remodelar discurso

20 Outubro 2014 | 02h 04

A partir de hoje, serão seis dias para que os candidatos ao Palácio do Planalto convençam a maioria dos eleitores sobre o que fazer diante da urna. O clima tenso e radicalizado que vem marcando este 2.º turno não deve se dissipar. A beligerância motivada pela indefinição do cenário eleitoral será mesclada, porém, com uma nova estratégia adotada tanto pela campanha petista quanto pela campanha tucana: a da vitimização.

Ontem, Dilma foi a público dizer que o adversário "precisa aprender a respeitar as mulheres". Já os tucanos contaram com uma entrevista emocionada da irmã de Aécio, Andréia Neves, na qual ela acusou o comitê de Dilma de atacar sua família de forma "covarde e desleal".

Além do palanque eletrônico de rádio e TV, que vai até sexta-feira, os candidatos terão mais um debate, o da TV Globo, marcado para a mesma data. Serão as palavras finais dos dois candidatos, que ontem voltariam a se encarar no debate da TV Record, realizado à noite.

Nas viagens, os dois candidatos também vão priorizar o Sudeste, região com onde está concentrada a maioria dos eleitores do País. Dilma iniciará sua agenda com foco em São Paulo, local onde teve votação bem abaixo do esperado no 1.º turno. Já Aécio mantém a aposta de investir em Minas Gerais, sua terra natal, onde, ao contrário do que esperavam seus aliados, ficou atrás da petista na primeira etapa da disputa presidencial.

Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral tenta reduzir os ataques nas propagandas de rádio e TV. Desde quinta-feira passada, quando os ministros da corte concluíram que era preciso fazer algo diante do "baile do risca-faca" que estava se tornando o palanque eletrônico - o termo foi usado pelo presidente do tribunal, José Antonio Dias Toffoli -, quatro peças foram retiradas do ar. Duas da campanha petista, duas da campanha tucana.



Tucanos falam em trégua, mas mantêm 'bateu levou'


Estratégia de se colocar como vítima dos petistas é explorada, mas não é vista como algo suficiente para aplacar ofensiva rival

Diante da constatação de que a campanha de Dilma Rousseff está focada em ampliar os índices de rejeição de Aécio Neves, os tucanos tentarão nos últimos dias da disputa empurrar para a presidente o ônus de ter baixado o nível nos debates e na propaganda eleitoral. Ao mesmo tempo, reforçarão o discurso de que o candidato tucano e seus familiares são vítimas de ataques pessoais sem fundamento. Ontem, a reclusa Andréa Neves, irmã mais velha de Aécio, deu até entrevista para criticar o "baixo nível" dos petistas.

O núcleo político tucano avalia, porém, que não adianta apenas adotar a estratégia de vitimização, bastante usada por Marina Silva (PSB) no 1.º turno.

Apesar dos constantes apelos por trégua nos ataques feito por Aécio nos debates de TV, a ordem no comitê é "bateu, levou". "Tudo depende de como a presidente vai vir nesta reta final. Se ela insistir nas agressões, terá uma resposta à altura", diz o senador José Agripino (DEM-RN), coordenador geral da campanha.

Apesar da preocupação com o desgaste do embate frontal com Dilma, que pode empurrar votos antipetistas para o campo "nulo", o estafe do tucano está reunindo munição para a batalha.

Um deles é o fato de Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, ex-marido da presidente, ter trabalhado como funcionário comissionado da prefeitura de Belo Horizonte na gestão de Fernando Pimentel, que também empregou Igor Rousseff, irmão de Dilma. As críticas mais incisivas serão feitas pelo rádio, onde há menos exposição da coligação. Já a TV será usada para os ataques institucionais - ou seja, críticas à gestão.

A campanha tucana também se prepara para rebater os disparos feitos pelo PT sobre a crise hídrica em São Paulo, onde o PSDB aposta em ampliar para 7 milhões a vantagem de Aécio sobre Dilma. "Nunca houve na história deste País uma estiagem como essa. O setor elétrico também está sofrendo com a falta de água", diz o ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha em São Paulo. "Nós já sabíamos que eles fariam isso e estamos preparados para os ataques, que serão multiplicados ao máximo nos últimos dias."

Nas viagens, Aécio jogará suas fichas no Sudeste, especialmente em Minas, berço político do candidato e onde ele perdeu por cerca de 400 mil votos no 1.º turno, e no Rio, onde o tucano buscará os votos antipetistas que foram da hoje aliada Marina.

As únicas agendas de Aécio fora do eixo do Sudeste serão uma visita a Belém hoje, depois de sair de Minas, e Goiânia e Campo Grande, na quarta. Nas três cidades, será recebido por aliados em grandes manifestações públicas. Os tucanos também consideram que o debate da Rede Globo na sexta-feira pode decidir a eleição. Por isso, Aécio vai dedicar boa parte de sua agenda para se preparar para o embate com Dilma na emissora de maior audiência do País. / COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL

Petistas atacam para tentar aumentar a rejeição de rival


Dilma afirma que Aécio'precisa aprender a respeitar as mulheres';comitê diz que partido só reage a 'ódio eleitoral'

A campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff chegou à conclusão de que há poucas chances de obter mais apoiadores daqui até o dia da votação, no domingo que vem, razão pela qual não pretende abandonar os ataques ao adversário Aécio Neves. Com isso, o comitê petista espera aumentar a rejeição do adversário, reduzindo suas chances. A tática da vitimização, já ensaiada no final da semana passada com discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também será explorada.

A própria Dilma entrou no assunto ontem, antes do debate da TV Record. Disse que Aécio precisa "aprender a respeitar as mulheres". "Com mulher não pode ser assim", disse.

Na internet, o comitê de Dilma lançou a campanha "Mais Dilma, Mais Amor", na qual combate o "ódio eleitoral" e usa como exemplos casos de petistas agredidos nas ruas por tucanos nas últimas semanas.

Os petistas tem uma preocupação especial com o debate da TV Globo, nesta sexta-feira, que classificam como decisivo. "Sempre tem aquele impacto", diz o presidente do PT, Rui Falcão.

Enquanto isso as propagandas na TV e principalmente no rádio e na internet continuam divulgando denúncias contra Aécio. Ontem, um texto sobre a "dificuldade de Aécio em respeitar as mulheres" teve destaque especial na página da campanha da petista na internet.

Os integrantes do comitê da campanha à reeleição estão guardando munição contra o tucano. Afirmam que Dilma "não vai apanhar calada" caso seja agredida pelo adversário.

Em outra frente, o PT vai tentar atrair o eleitorado que votou em Marina Silva (PSB) no 1.º turno. O principal alvo é a classe média que historicamente votava no PT e hoje rejeita o partido.

Para isso a campanha de Dilma convocou artistas e intelectuais para um ato hoje no Tuca - histórico teatro na PUC de São Paulo -, com a presença de intelectuais petistas, além de reforços de última hora, como o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB, e o antigo desafeto Francisco Oliveira, cientista político que estava afastado do PT desde o início do governo Lula, em 2003.

Nas viagens, o foco da campanha será o Sudeste, com destaque para São Paulo, onde o PT sofreu uma derrota acachapante no 1.º turno - obteve apenas 26% dos votos. A estratégia é explorar a crise de abastecimento de água, como fez na propaganda eleitoral na TV ontem. "Mostraremos propostas para saúde e emprego, mas em São Paulo é água, água e água", diz o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Para consolidar a liderança no Nordeste, Dilma vai colar sua imagem à de Lula. Ambos participarão de ato no centro do Recife amanhã. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, finalmente foi convencida a se integrar à campanha. Ela vai ao evento no Tuca e deve participar de atividades na periferia da capital paulista. / COLABOROU ISADORA PERON

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Nepotismo e esquema de corrupção da Petrobras marcam debate

Repetindo o clima tenso visto na TV Bandeirantes na última terça-feira (14), o segundo debate presidencial do segundo turno foi marcado por acusações e ofensas mútuas. O candidato Aécio Neves (PSDB) insistiu em lembrar sua rival Dilma Rousseff (PT) o escândalo da Petrobras, que tem estampado as capas dos jornais, revistas e portais de notícias. "Só me resta uma conclusão: ou a senhora foi conivente ou foi incompetente na gestão da maior empresa pública do Brasil", declarou o tucano. Em contrapartida, a candidata à reeleição destacava a autonomia adquirida pela Polícia Federal durante o governo do PT para investigar casos de corrupção, uma argumentação utilizada em confrontos anteriores, e trouxe de volta as contratações de parentes de seu adversário no governo de Minas Gerais. O debate foi promovido pelo SBT em parceria com o portal de notícias Uol e a rádio Jovem Pan.

A candidata à reeleição disse estarem soltos os envolvidos nos casos da denúncia de compra de votos para aprovação da emenda da reeleição, os escândalos da pasta rosa, do Sivan, do mensalão mineiro e do cartel de trens e metrô em São Paulo, esse último, apontou, sendo hoje investigado por instituições da Suíça. Aécio rebateu dizendo que esses casos foram investigados e as pessoas não foram condenadas por falta de provas. Dilma, por sua vez, disse achar "estarrecedor" que Aécio ache que essas pessoas não foram condenadas por serem inocentes. Segundo ela, isso aconteceu porque não foram investigadas.

Dilma bateu na tecla do nepotismo e listou um tio, uma irmã, três primos e três primas empregados por Aécio no governo de Minas Gerais, dizendo que todos esses casos não foram explicados pelo candidato do PSDB. Mas a presidente não esperava a resposta dada por Aécio, que garantiu que sua irmã nunca foi contratada, tendo assumido cargo voluntária. “Igor Rousseff, seu irmão, foi nomeado pelo prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel [PT] no dia 20 de setembro de 2003, e nunca apareceu para trabalhar, candidata. Essa é a grande verdade. A diferença entre nós é que a minha irmã trabalha muito e não recebe nada, o seu irmão recebe e não trabalha nada”, acusou.

Iniciado por volta das 18h, o debate foi aberto com uma pergunta do jornalista e apresentador Carlos Nascimento aos dois oponentes: "Por que o senhor e a senhora desejam ser presidente da República”? O primeiro a responder foi o tucano, que alegou que deseja “encerrar o ciclo de governo que fracassou na gestão do Estado nacional”. Em sua vez, a presidente defendeu o modelo petista de gerir o país. “Temos aqui o Brasil que emprega contra um Brasil que desemprega. Um que vai governar para todos contra um que vai governar para alguns”, comparou Dilma.

Durante todo o programa, Aécio Neves acusou Dilma de dizer mentiras e a petista acusou o rival e o PSDB de esconder coisas “debaixo do tapete”. No último bloco, os ânimos ficaram mais exaltados. Dilma abordou a denúncia sobre o aereporto da cidade mineira de Cláudio, que teria sido construído com dinheiro público, mas está sob posse de um familiar de Aécio. O presidenciável tucano acusou a petista, que também é mineira, de ofender Minas Gerais. Dilma, por sua vez, rebateu o opositor. “Candidato, não coloque Minas Gerais como sendo o senhor. O senhor não é Minas Gerais. O senhor é apenas um cidadão mineiro”, ironizou.

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Candidata Dilma Rousseff tem queda de pressão ao fim do debate no SBT

Ao fim do debate no SBT, nesta quinta-feira (16), a candidata do PT Dilma Rousseff (PT) afirmou que teve uma queda de pressão. Durante uma entrevista ao vivo na emissora, depois do confronto, a petista interrompeu a entrevista com a jornalista do SBT, e disse que estava passando mal: “Estou com uma queda de pressão”, e se sentou.

Dilma foi rapidamente atendida, bebeu um pouco de água e logo se levantou, prosseguindo com a entrevista.

Passado o mal-estar, a candidata voltou e afirmou que “o debate sempre exige muito da gente”.

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Dilma Rousseff prevê universalização da pré-escola em 2016

A presidente da República e candidata pelo PT a reeleição, Dilma Rousseff, disse hoje (16) que o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho, prevê que a pré-escola será universalizada no país em 2016 a todas as crianças na faixa etária de 4 a 5 anos. De acordo com ela, hoje 89% das crianças nessa faixa de idade já estão matriculadas.

“O Plano Nacional de Educação que eu sancionei, sem nenhum veto, ele prevê que em 2016 nós tenhamos universalizado a pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos. Falta muito pouco para nós chegarmos a isso, em torno de 11%, que nós temos que levar para a sala de aula”, disse em entrevista à imprensa em um hotel na região da Avenida Paulista.

Dilma destacou ainda a importância de as famílias matricularem nas creches as crianças até 3 anos de idade. “É fundamental todas [as crianças serem matriculadas], sem exceção. Estudos de neurolinguística, todos os estudos pedagógicos, todos mostram, que a criança desenvolve a sua capacidade de aprendizado nessa etapa da vida de forma extremamente intensa e decisiva”, disse.

A candidata petista ressaltou, no entanto, que o país terá o desafio de conseguir implementar a educação em tempo integral para todas as crianças do Brasil. “Nós temos um grande desafio do país, para o qual nós temos de usar os recursos do pré-sal, que é garantir a educação de tempo integral de qualidade”, destacou. “Com isso nós, de fato, teremos estruturado a base do ensino brasileiro”, acrescentou.