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O perfil do secretariado de Paulo Câmara

Antônio Figueira (PSB) – Casa Civil

Médico especializado em administração hospitalar, Antônio Carlos Figueira, 53 anos, foi secretário de Saúde do governo Eduardo Campos (PSB) de 2011 a abril deste ano, além de adjunto da mesma pasta na segunda e na terceira gestão do avô do socialista, Miguel Arraes (PSB). Filiado ao partido em 2013, nunca exerceu cargos eletivos. Antônio Figueira foi coordenador de campanha de Paulo Câmara.

Danilo Cabral (PSB) – Planejamento e Gestão

Embora seja deputado federal desde 2010, Danilo Cabral passou a maior parte desses quatro anos como secretário no Governo de Pernambuco, à frente das pastas de Educação e das Cidades. O parlamentar é formado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e é auditor concursado do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). Filiado ao PSB desde 1995, foi vereador do Recife e ocupou cargos na Prefeitura da capital pernambucana.

Ennio Benning – Imprensa

Assessor de comunicação na campanha de Paulo Câmara, o jornalista Ennio Benning também foi secretário de Imprensa de Pernambuco no governo de Jarbas Vasconcelos (PMDB) entre 2005 e 2006. É formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e já foi repórter e editor do Jornal do Commercio e do Diario de Pernambuco.

Felipe Carreras (PSB) – Turismo, Esportes e Lazer

Empresário do setor de entretenimento, Felipe Carreras foi secretário de Turismo e Lazer do Recife até abril deste ano, quando saiu para se dedicar à campanha para deputado federal, eleição que venceu. É casado com uma sobrinha de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), e filiado ao partido desde 1995, atuou na coordenação da Juventude Socialista Brasileira de Pernambuco e foi Secretário Nacional de Juventude.

Frederico Amâncio – Educação

Frederico Amâncio integra o Governo de Pernambuco desde 2010, ocupando os cargos de secretário de Saúde (2010), vice-presidente e presidente do Porto de Suape (2011) e secretário de Planejamento e Gestão (desde 2012). Baiano, é auditor fiscal da Secretaria da Fazenda desde 1995 e formado em administração pela Universidade de Pernambuco (UPE) e em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pós-graduação em economia aplicada à Gestão Fiscal pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Sebastião Oliveira (PR) – Transportes

Médico formado pela Universidade de Pernambuco (UPE), iria para o primeiro mandato na Câmara Federal, já tendo sido eleito outras vezes deputado estadual pelo PR (Partido Republicano). Filho do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, é de Serra Talhada, terra do tio Inocêncio Oliveira, seu padrinho político. Foi secretário de Transportes na primeira Gestão Eduardo Campos.

Secretário Marcio Steffani.

Márcio Stefanni – Fazenda

Atual secretário de Desenvolvimento Econômico, cargo que ocupa desde 2012, Márcio Stefanni entrou no Governo do Estado no início daquele ano, comandando a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). Stefanni é servidor concursado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 2002.

Milton Coelho (PSB) – Administração

Integrante da Executiva Nacional do PSB, Milton Coelho acompanha Eduardo Campos (PSB) desde o último governo de Miguel Arraes, na década de 1990. Após a gestão, voltou para o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), passou pela Secretaria de Administração do Recife e pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia, comandado por Eduardo, até voltar para a capital pernambucana, de onde foi vice-prefeito. Milton Coelho sempre esteve no alto escalão do PSB do Estado.

Waldemar Borges (PSB) – Líder do Governo

O economista é líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) desde 2011, seu primeiro ano de mandato como deputado estadual. De 2007 a 2010, Waldemar Borges foi secretário de Articulação Social no Governo Eduardo Campos, e secretário-executivo do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco. Atualmente no PSB, ele, que iniciou sua militância política na juventude, foi presidente estadual do PMDB Jovem, entre 1985 e 1986, e do PPS por duas vezes. Além disso, foi vereador do Recife em quatro mandatos e assumiu secretarias e a gestão de órgãos da administração municipal.

Thiago Norões – Desenvolvimento Econômico

Thiago Norões, primo de Eduardo Campos (PSB), foi procurador-geral do Estado de 2011 até o fim deste ano. Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é procurador desde 1993.

Nilton Mota (PSB) – Agricultura e Reforma Agrária

Ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos do Recife e ex-secretário de Educação do Estado, na gestão Eduardo Campos. Disputou pela primeira vez uma eleição, sendo eleito deputado estadual.

André de Paula (PSD) – Cidades

André, 53 anos, é advogado, formado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Em 1999 assumiu pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PFL (Partido da Frente Liberal), hoje DEM. Nos oito anos da gestão Jarbas, comandou as secretarias do Trabalho e Ação Social; de Produção Rural e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco.

Lúcia Melo – Ciência, Tecnologia e Inovação

Engenharia química pela Universidade Federal de Pernambuco, Lúcia Carvalho Pinto de Melo foi presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco entre os anos de 1995 e 1999. Tem estrado em física pela UFPE e em energia e meio ambiente pela Universidade da Califórnia.

Rodrigo Amaro – Controladoria-Geral do Estado

Rodrigo Amaro é, desde 2011, diretor-presidente da Pernambuco Participações e Investimentos S.A. (Perpart). O administrador, que é mestre em ciências contábeis e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), atuou como chefe de Auditoria e como gerente de Auditoria, Prestação e Tomada de Contas da Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SGCE).

Marcelino Granja (PC do B) – Cultura

Formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Marcelino Granja é analista tributário da Receita Federal. Filiado ao PCdoB desde 1982, foi secretário de Ciência e Tecnologia durante três anos, na gestão Eduardo Campos, e também secretário da Fazenda e Administração de Olinda, durante a gestão da então prefeita Luciana Santos.

Alessandro Carvalho – Defesa Social

Baiano, o delegado da Polícia Federal Alessandro Carvalho é o atual secretário de Defesa Social, tendo assumido a vaga no lugar de Wilson Damázio, em 2013. Especialista em Gestão de Políticas de Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia, antes de assumir o comando exerceu o cargo de secretário executivo de Defesa Social entre julho de 2010 e dezembro de 2013.

Isaltino Nascimento (PSB) – Desenvolvimento Social, Criança e Juventude

Secretário de Transportes de 2011 a 2013, no governo de Eduardo Campos (PSB), Isaltino Nascimento (PSB) se candidatou e foi eleito pela primeira vez em 2000, ainda pelo PT, para a Câmara Municipal do Recife. Dois anos depois, entrou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) pela primeira vez, onde está há três mandatos. Este ano, Isaltino não foi reeleito.

Pedro Eurico (PSDB) – Justiça e Direitos Humanos

Pedro Eurico se destaca por sua atuação na defesa dos direitos humanos. Iniciou sua carreira política como advogado militante da Comissão de Justiça e Paz, ligada a Arquidiocese de Olinda e Recife. Em 1982, foi eleito pela primeira vez vereador do Recife, tendo também ocupado o cargo de deputado estadual pelo PSB. Na gestão do governador Miguel Arraes, foi secretário de habitação.

Evandro Avelar (PSDB) – Micro e Pequena Empresa, Qualificação e Trabalho

Evandro Avelar é engenheiro civil, filiado ao PSDB. Foi secretário de Infraestrutura e Mobilidade Humana de Jaboatão dos Guararapes e, na gestão do governador João Lyra Neto, que substituiu Eduardo Campos, foi titular da Secretaria das Cidades. Já exerceu os cargos de diretor geral da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adene), além de diretor presidente da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) no governo Jarbas.

Sérgio Xavier (PV) – Meio Ambiente e Sustentabilidade

Nascido na Bahia, Sérgio Xavier é jornalista, ecologista e empreendedor da área de comunicação digital. É um dos fundadores do Partido Verde no Brasil e em Pernambuco. Já ocupou cargos executivos nacionais no Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Cultura e Sebrae. Após a aliança PV-PSB, em 2011, tomou posse como primeiro secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco.

Sílvia Cordeiro – Mulher

Médica sanitarista e feminista, Sílvia Cordeiro é fundadora e ex-coordenadora do Centro das Mulheres do Cabo. Até este ano, foi secretária da Mulher do Recife, pasta criada na gestão do prefeito Geraldo Julio, em 2013.

José Iran Costa Júnior – Saúde

Médico oncologista, em 2013 foi nomeado pelo então secretário de Saúde de Pernambuco, Antônio Figueira, interventor do Hospital do Câncer de Pernambuco

marcos baptista Marcos Baptista – Habitação

ex-chefe de Gabinete da Fundação de Cultura do Recife que já foi responsável pelo restauro dos teatros de Santa Isabel, do Parque e Apolo.

Em 2008, Baptista coordenou a campanha do vice-governador eleito Raul Henry (PMDB) à Prefeitura do Recife; ele foi derrotado pelo ex-prefeito João da Costa (PT). Desde julho deste ano, ele coordena consultorias na FGV Projetos; braço da Fundação Getúlio Vargas.

 

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“Eu escolhi essa equipe”, diz Paulo Câmara em recado para FBC

O senador eleito este ano por Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho (PSB), reclamou e o futuro governador, Paulo Câmara (PSB), mandou o recado: “Ouvi e respeito a opinião de muita gente. Agora, na hora de decidir, quem decide é o governador Paulo Câmara. E eu escolhi essa equipe”.

A fala do socialista foi na tarde desta segunda-feira (15), durante o anúncio do seu secretariado, depois que FBC divulgou uma nota oficial afirmando estar desconfortável com a escolha para a pasta de Desenvolvimento Econômico, secretaria ocupada por ele no governo de Eduardo Campos, padrinho político de Câmara.
Embora tenha mandado o recado para FBC, o governador eleito afirmou estar aberto ao diálogo e lembrou que outros quadros serão contemplados no segundo escalão.

Paulo Câmara disse ainda que os secretários foram escolhidos com base em critérios e são nomes com condições políticas e administrativas para gerir a máquina do Estado. “Nós fizemos esse critério de escolha em cima das especificidades de cada pasta e daquilo que a gente quer”, afirmou.

Quem ocupará a pasta alvo da reclamação de Fernando Bezerra Coelho é o Thiago Norões, procurador-geral do Estado no segundo mandato de Eduardo.

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Paulo Câmara justifica escolha de deputados federais

Questionado sobre o anúncio de quatro deputados federais para compor o futuro secretariado, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), rejeitou a tese de que o objetivo tenha sido contemplar aliados políticos e disse que buscou as pessoas que podiam contribuir com o Estado.

Paulo Câmara escolheu os deputados federias Danilo Cabral (PSB) para Planejamento; Felipe Carreras (PSB) para Turismo e Lazer; André de Paula (PSD) para Cidades; e Sebastião Olivera (PR) para Transportes.
No lugar deles, tomarão posse na Câmara Federal Augusto Coutinho (SD), Fernando Monteiro (PP), Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB) e Raul Jungmann (PPS). O retorno de Jungmann ao Congresso foi pedido pessoalmente à Câmara por Roberto Freire, presidente nacional do partido.

“A gente buscou potencializar de cada partido as pessoas que podiam contribuir melhor nesse momento para o nosso Estado. Dentro dos partidos tinham quadros excelentes como deputados federais. E eu não vejo problema nenhum em trazer um deputado federal que possa contribuir”, justificou o governador.

Paulo Câmara lembrou que Sebastião Oliveira já foi secretário de Transportes, que Felipe Carreras assumiu o Turismo na gestão de Geraldo Julio e ressaltou a experiência política de André de Paula e de Danilo Cabral.

“As pessoas que vão substituir eles também que podem fazer o papel que a população espera dos nossos deputados federais, contribuindo em Brasília e honrando Pernambuco como devem honrar os nossos representantes”, assegurou Câmara.

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Raul Henry minimiza queixa de FBC: “É da política”

Considerado um dos principais articuladores de Paulo Câmara (PSB) neste período de transição, o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB), lançou mão da diplomacia política para amenizar as declarações dada pelo senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) momentos antes do anúncio do novo secretariado. Escolhendo a dedo as palavras, para evitar atritos, Henry colocou ‘panos quentes’ e afirmou que o descontentamento do ex-ministro da integração é natural ao ambiente político. “São coisas do momento. A emoção fala mais alto”, considerou.

“A política naturalmente é uma atividade onde as pessoas procuram ocupar espaços políticos. É da natureza da atividade as pessoas buscarem ocupar um espaço maior. Vejo isso como um anseio natural de quem faz política”, analisou Henry, rebatendo o questionamento da ambição de FBC em acomodar aliados dele nas secretarias do Estado.

Nas últimas semanas, o vice-governador e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, atuaram como conselheiros de Câmara no processo de escolha da nova equipe. Geraldo ligava pessoalmente para alguns dos secretários para iniciar as conversas. Em seguida, Câmara fazia os convites.

Cotado para ficar à frente da pasta de educação, área que tem familiaridade na vida política, Henry afirmou que tem outras missões dentro do governo e que atuará como “assessor informal” do novo secretário, Frederico Amâncio.

“Na primeira conversa que eu tive com Paulo, depois da eleição, eu disse que gostaria de continuar ajudando ele como na época da campanha, cumprindo missões, em função das necessidades dele como governador, das necessidades do governo. Achava que não era bom ficar restrito a uma missão, a uma secretaria, que era melhor para o conjunto que eu pudesse ter um grau de liberdade maior para ajudar”, explicou o vice-governador.

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Empreiteiras serão denunciadas pelo MPF

O Ministério Público Federal deve denunciar nesta quinta-feira (11) construtoras investigadas na sétima fase da Operação Lava-Jato. Conforme antecipou o Correio, executivos de pelo menos cinco empreiteiras, as próprias empresas e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. As empresas a serem denunciadas serão Camargo Corrêa, OAS, Engevix, Galvão Engenharia e Mendes Júnior, segundo o procurador da força-tarefa da Lava-Jato Carlos Fernando dos Santos Lima. Os investigados serão denunciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. É possível, porém, que a denúncia ainda inclua os 11 executivos ainda presos pela Polícia Federal. Acusações de cartel e fraude em licitações devem ficar para outra denúncia.

Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu a delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Ela contém acusações contra políticos com foro privilegiado, como deputados e senadores. O procurador deverá separar as suspeitas dos parlamentares daquelas que serão investigadas pela força-tarefa em Curitiba.

Hoje, ele irá à capital paranaense. Pela manhã, tem uma reunião com os membros da Procuradoria da República no Paraná para tratar de assuntos gerais. Depois, Janot se encontra com a força-tarefa, composta de nove procuradores de várias partes do país que investigam a Lava-Jato com outros analistas. É esperado um anúncio conjunto da denúncia ou da atual fase das investigações.

Entenda o caso
Deflagrada no dia 17 de março de 2014, a operação Lava-Jato da Polícia Federal apura um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro em obras e transações da Petrobras que tem como figura central o doleiro Alberto Youssef e envolve grandes empreiteiras e políticos. Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa foram alvo das primeiras prisões decorrentes da investigação, que já conta com sete fases.

Em abril, o nome do então vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), figurou na lista de suspeitos de atuar de modo a favorecer os negócios ilícitos de Youssef com o governo. Em 28 de maio, foi instaurada no Congresso Nacional a CPI da Petrobras, com participação de deputados e senadores, para identificar os parlamentares que teriam utilizado sua influência para facilitar a atuação de Youssef.

Entre agosto e setembro, tanto o doleiro quanto Paulo Roberto Costa assinaram acordo de delação premiada com o Ministério Público, em que revelaram detalhes do esquema em troca do alívio de suas penas pelos crimes cometidos. Em seus primeiros depoimentos, Costa apontou 12 senadores, 49 deputados federais e pelo menos um governador, o pernambucano Eduardo Campos (PSB), entre os que receberam dinheiro desviado da Petrobras. Ele revelou que havia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal, incluindo a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Em uma nova etapa da Lava-Jato, diretores de grandes companhias como Camargo Corrêa, Engevix, OAS e Odebrecht foram presos. Os contratos da Petrobras com as 10 empresas envolvidas no esquema chegam ao valor de R$ 59 milhões. Embora os partidos da base aliada tenham sido os primeiros apontados como beneficiados pelo esquema, as investigações chegaram a nomes da oposição, como o falecido Sérgio Guerra (PSDB), acusado de receber propina para esvaziar uma CPI que teria se formado para investigar a Petrobras em 2009, quando o tucano era senador por Pernambuco e presidente nacional de seu partido.

O juiz federal do Paraná Sérgio Moro é o resposável pelas ações penais decorrentes da operação Lava-Jato que envolvem civis e empresas. Com foro privilegiado, os políticos apontados devem ter seus casos julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Emocionada, Dilma recebe relatório da Comissão da Verdade e nega revanche

Dilma afirmou que as pessoas que perderam familiares na ditadura militar, merecem saber a verdade
Emocionada, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (10/12), ao receber o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), no Palácio do Planalto, que tem certeza que os trabalhos produzidos pela comissão são um estímulo a reconciliação do país com sua história, por meio da verdade e do reconhecimento. Ao falar sobre os amigos, a presidente chorou.

"Nós reconquistamos a democracia a nossa maneira, por meio de lutas duras e sacrifícios humanos irreparáveis. Assim como respeitamos e reconhecemos todos que lutaram pela democracia", disse. "Nós jamais podemos deixar de enaltecer esses lutadores e lutadoras, reconhecemos e valorizamos os atos políticos que nos levaram à redemocratização", emendou.
Segundo ela, o governo federal vai se debruçar sobre o relatório, olhar as reivindicações e propostas da comissão e tratar de todas as consequências necessárias. Para ela, o relatório encerra uma etapa, mas dá início a outra. "Demarca um novo tempo. A apresentação simultânea ao governo e à sociedade brasileira evidencia a autonomia, assegurada pela legislação, com que a CNV atuou. Por isso, seu trabalho tem que ser considerado por todas entidades e não só pelo estado brasileiro", disse.

Ela frisou que o país tem direito à verdade, que esse conhecimento consolida a democracia brasileira e dá aos jovens o conhecimento de sua história verdadeira, que foi negado nos últimos anos. A expectativa dela é que o relatório contribua para que o "fantasma do passado doloroso e triste não possa mais se esconder na omissão".

Ex-presa política, a presidente Dilma Rousseff foi uma das pessoas que lutou na ditadura. Ela integrou os quadros do Colina e do VAR-Palmares. Já presidente, em 2012, ela sanciou
a lei que criou a CNV. A comissão foi instaurada com o objetivo de apurar e esclarecer as violações aos direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988.

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Priscila Krause lista 29 obras que Geraldo Julio prometeu, mas não entregou em 2014

A vereadora Priscila Krause (DEM) divulgou agora há pouco, por meio dos seus perfis no Facebook, relatório que aponta atraso na entrega de 29 obras públicas de responsabilidade da administração Geraldo Julio. Todas elas deveriam estar concluídas esse mês, quando a gestão completa a sua primeira metade.

“A situação é muito diferente do que li na entrevista de balanço do prefeito, divulgada no final de semana. O fato é que o Recife parou e, se o ritmo continuar assim, passaremos a andar para trás”, registra.

Vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara do Recife, Priscila também divulgou dados da movimentação financeira da PCR que atesta a diminuição brusca de investimentos em obras públicas em 2014. Apenas em relação ao ano passado, os gastos com obras caíram 59%. Os dados de 2014 – que registram movimentações financeiras no Portal da Transparência municipal até ontem (9) – são inferiores aos alcançados em 2011, 2012 e 2013.

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Câmara aprova cassação do deputado André Vargas

Depois de mais de duas horas de confusão, a Câmara aprovou hoje (10) o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR), por 367 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções.

No plenário, último estágio para a perda de mandato, os parlamentares decidiram condenar Vargas por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, coordena votação no Plenário do projeto que regulamenta as guardas municipais (José Cruz/Agência Brasil)

Vargas não participou da sessão, nem indicou representante legal para fazer sua defesa. Em uma última tentativa de adiar a votação, ele apresentou, na noite de ontem (9), um pedido à Mesa da Casa alegando que está se recuperando de uma cirurgia odontológica. Como o recurso não passou pela perícia da junta médica da Câmara, a orientação foi pela rejeição do pedido. “Não tem validade regimental. Também foi facultada a indicação de um advogado e também não foi feito”, explicou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).


O deputado Eurico Júnior (PV-RJ), indicado advogado ad hoc em uma das fases do processo contra Vargas, ofereceu-se para ler a justificativa que Vargas apresentou no recurso à Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ). Na ocasião, ele disse que houve cerceamento de defesa no processo do Conselho de Ética. “Fui indicado a contragosto”, explicou Eurico Júnior, enfatizando que só leria a carta para que a votação ocorresse.

O pedido de cassação contra Vargas foi aprovado no início de agosto no Conselho de Ética. “Por 11 a 0. [O PARECER]deixa de ser um parecer do Júlio Delgado [PSB-MG, relator do caso no Conselho de Ética]. Não tenho nada contra o deputado André Vargas não fosse o desvio que atenta contra a ética e o decoro parlamentar”, explicou o parlamentar mineiro.

A sessão para analisar a representação começou às 11h e foi cancelada, quase duas horas depois, por falta de quórum, o que tumultuou o plenário da Câmara. Delgado protestou e lembrou que o quórum estava quase composto. Para a votação, seriam necessários, no mínimo, 257 votos.

Ele criticou a demora na apreciação do processo, mas lembrou que, desde que a representação contra Vargas foi apresentada, os prazos foram diversas vezes esticados. “Estamos aqui, oito meses depois, [EM UM ANO]com Copa do Mundo, recesso branco e eleições. A notificação só conseguiu ser feita no dia 13 de maio. O deputado André Vargas ainda solicitou mais dois dias para entrega de sua defesa. A instrução iniciou-se apenas no dia 28 de maio”, destacou.

Outra estratégia da defesa acabou fracassada na manhã de hoje (10). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, escolhido como relator do mandado de segurança apresentado na semana passada por Vargas, contra decisão da CCJ, negou o pedido de liminar do parlamentar.

Além dos protestos de Delgado, outros parlamentares da oposição, como Vanderlei Macris (PSDB-SP), chegaram a acusar o deputado José Mentor (PT-SP) de golpe. “Faço apelo para voltar a discussão”, disse. O tucano José Aníbal (SP) fez coro à decisão. “Eu estou aqui há 22 anos e nunca vi isso de [encerrar uma sessão] pular da cadeira”, criticou, ao relatar a postura de Mentor que assinou o encerramento da reunião e saiu imediatamente da Mesa.