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Copiloto derrubou o avião da Germanwings intencionalmente, afirma procurador do caso

O procurador responsável pela investigação do acidente com o Airbus da Germanwings, Brice Robin, afirmou, em coletiva de imprensa na cidade de Marselha, França, que o copiloto alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, derrubou a aeronave intencionalmente, matando as 150 pessoas a bordo.

Após o início de um voo aparentemente normal, o piloto do Airbus A320, que caiu nos Alpes franceses na última terça-feira, saiu da cabine e não conseguiu retornar, de acordo com a análise das gravações da caixa-preta.

"No início do voo, é possível ouvir a tripulação falando normalmente, então se escuta o ruído de uma cadeira se movendo e a porta abrindo e fechando. Depois há ruídos que indicam alguém chamando na porta e não há mais diálogo a partir deste momento até a queda", como afirma o jornal New York Times. No final da gravação, ouve-se os alarmes que indicam a aproximação com a montanha.

Ainda segundo informações do procurador, as vítimas não perceberam que a aeronave estava caindo, pois na gravação da caixa preta não foram registrados nenhum grito até pouco antes do momento do impacto. "A morte foi instantânea", disse Robin, lembrando que o avião voava a 700 km/h quando atingiu as montanhas. A suspeita de terrorismo está afastada.

O copiloto do avião havia sido contratado em setembro de 2013 e tinha 630 horas de voo. Já o piloto, Patrick Smith, tinha 10 anos de experiência e mais de 6.000 horas de voo, segundo a Germanwings.

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Operação Lava-Jato investiga comprador de avião de acidente que matou Eduardo Campos


A Procuradoria-Geral da República determinou, em um dos inquéritos da Operação Lava-Jato, que a Polícia Federal investigue as relações políticas e a suposta prática de agiotagem por parte de João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho - um dos três empresários de Pernambuco que compraram o jato Cessna, que em agosto de 2014 caiu e matou o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB).

A PGR suspeita que João Carlos Lyra seja o dono da Câmara & Vasconcelos, uma das empresas que pagaram pela aeronave, vendida por R$ 1,7 milhão.

Clique aqui e confira o especial sobre a morte do ex-governador Eduardo Campos

Desde o ano passado, a PF investigava se os três empresários de Pernambuco eram "laranjas" usados para ocultar a compra do jato - que foi testado por Campos, dias antes de sua aquisição.
O PSB e a família Campos negam irregularidades. No ano passado, Lyra divulgou nota afirmando que comprou o avião e locou para a campanha de Campos. Algumas empresas, entre elas a Câmara & Vasconcelos, teriam emprestado os valores da compra.

Descoberta

O nome da empresa já havia aparecido na Lava-Jato no fim do ano passado, como beneficiária da lavanderia do doleiro Alberto Youssef.

Foi identificado depósito de R$ 100 mil em janeiro de 2011. O que não se sabia era que João Carlos Lyra seria o dono da Câmara & Vasconcelos.

As suspeitas surgiram após Youssef afirmar, em delação premiada, em fevereiro, que o depósito para a Câmara & Vasconcelos referia-se a pagamento de dívida de campanha do senador Benedito de Lira (PP-AL), de 2010.

"Seria (a Câmara & Vasconcelos) uma empresa de Pernambuco. Eu sei que era para um agiota que ele (senador) estava devendo dinheiro que ele havia pego para terminar a campanha. Ele me falou que esse agiota era do Recife", contou Youssef.

Na petição em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot determinou abertura de inquérito contra o senador e seu filho, o deputado Arthur Lira (PP-AL), foi pedida a oitiva de Lyra e o aprofundamento das investigações sobre a Câmara & Vasconcelos. A PGR quer que o empresário "esclareça as transferências mencionadas e a relação com os parlamentares" e se a empresa era utilizada por ele "para atividades de agiotagem".

O senador nega recebimento de propina e irregularidades na campanha. João Carlos Lyra não foi encontrado.

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Blogueiro acusa prefeito de improbidade administrativa

O blogueiro Elias Martins levantou dados contábeis da prefeitura da Vitória de Santo Antão, onde o prefeito Elias Lira teria cometido crime de improbidade administrativa. Segundo o blogueiro tanto a Câmara de Vereadores como o Ministério Público fazem vista grossa para o fato quando teriam o dever constitucional de apurar as denúncias e caso as mesmas fossem comprovadas tomar as providências cabíveis. Providências essas, segundo o blogueira, que vão desde multa pecuniária até perca de mandato e prisão.

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Graça Foster diz que foi erro dizer que Refinaria Abreu e Lima custou 2,5 bilhões de dólares

Em depoimento na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (26), a ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster afirmou que a Petrobras cometeu um erro ao divulgar o valor inicial da refinaria de Abreu e Lima como sendo de 2,5 bilhões de dólares. A refinaria, construída em Pernambuco, acabou custando 18 bilhões de dólares.

Ao responder pergunta do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), durante depoimento na CPI da Petrobras, Graça Foster disse que a diferença entre a previsão inicial e o custo final da refinaria foi causado pela falta de um projeto básico confiável. O projeto foi alterado ao longo do processo de construção, o que motivou seguidos aditivos contratuais.

“A previsão inicial correta seria um custo de cerca de 14 bilhões de dólares”, disse a ex-presidente da estatal. Ela admitiu como razoável uma margem de diferença de preço de 20% acima do valor previsto em contratações. “Dá para trabalhar com margens menores que essa desde que haja um projeto básico realista”, disse ela.

Esta é a quinta vez que Graça Foster vai ao Congresso explicar irregularidades na Petrobras.

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Desesperados, parentes das vítimas de acidente aéreo buscam informação

Com semblante aflito e lágrimas nos olhos, parentes e amigos das vítimas do acidente com o avião A320, da companhia Germanwings, que caiu nesta terça-feira quando fazia o trajeto entre Barcelona e Dusseldorf, chegavam ao aeroporto espanhol em uma busca desesperada por notícias.

"Estamos esperando alguma informação", dizia, muito chocado, Manuel, amigo de duas vítimas que não quis dar seu sobrenome. "Eram um colega da empresa e um diretor" que viajavam para a Alemanha para uma reunião, contou, quase sem palavras.

O primeiro "estava prestes a se aposentar", lamentava outro amigo, em frente à sala preparada para receber os familiares e amigos.

Ali, nove membros da Cruz Vermelha - psicólogos, assistentes sociais e socorristas - se esforçavam em acompanhar os atingidos pela tragédia.

"Nestas situações, as pessoas vivem momentos de incerteza; quando recebem a notícia, vivem momentos de luto, de trauma, que nós tentamos minimizar na medida do possível", explicava sua porta-voz, Irene Peiró.

Enquanto isso, a polícia científica coletava amostras de DNA para permitir uma identificação rápida das vítimas.
Dezenas de pessoas foram ao aeroporto de El Prat após o anúncio do acidente do voo 4U9525, da companhia Germanwings, uma filial de baixo custo da alemã Lufthansa, que decolou de Barcelona às 09H55 locais (05H55 de Brasília) com destino a Dusseldorf com 150 pessoas a bordo.

Várias delas se aproximavam procurando informação em um mostrador da Swissport, na qual três funcionárias atendiam em nome de várias companhias 'low cost', entre elas a alemã.

Três casais e quatro homens sozinhos, visivelmente emocionados, tentavam saber do acontecido em um acidente que, segundo as autoridades francesas, não deixou sobreviventes.


As cenas de tristeza se repetiam.

Um homem de uns sessenta anos, elegantemente vestido, tentava esconder as lágrimas atrás dos óculos redondos. Outro, na casa dos trinta, olhava fixo para o chão, negando com a cabeça como se não quisesse acreditar na tragédia.

Grito de dor

Um terceiro, com os cabelos grisalhos e os olhos avermelhados, chegou acompanhado de dois rapazes, envolvendo com um dos braços o mais novo, um adolescente que, visivelmente abalado, apoiava a cabeça no ombro do adulto.

Um grupo de 16 adolescentes alemães, com cerca de 15 anos, que acabava de fazer um intercâmbio escolar em um povoado próximo a Barcelona, estava entre os passageiros do trágico voo.

Pouco depois chegou uma senhora mais idosa, ao lado do companheiro e de uma mulher mais jovem, que não conseguiu conter um dilacerante grito de dor.

Um a um eram acompanhados por policiais, à paisana e uniformizados, até a sala preparada para os familiares, mantidos longe dos jornalistas.

"A prioridade agora é atender os familiares das vítimas", disse o titular da pasta do Interior do governo catalão, Ramon Espadaler, assegurando ter colocado à disposição "hotéis para receberem atendimento psicológico".

Nenhum representante da companhia podia ser localizado no aeroporto de Barcelona. Só estavam presentes as três funcionárias atrás do mostrador da Swissport, visivelmente sobrecarregadas com a enxurrada de telefonemas.

"Não podemos falar, isto cabe à comunicação de crise", dizia uma delas, uniformizada com blazer preto, camisa branca e lenço vermelho.

"Estou com muito medo. Não quero voar hoje. Vou de Germanwings e pra mim é muito estranho", desabafava a jovem turista alemã Ann Kristin, de 21 anos, que nesta mesma tarde devia pegar um avião da companhia alemã rumo a Dusseldorf após passar quatro dias em Barcelona com o namorado.

Dois voos continuavam previstos para esta cidade e Stuttgart à noite e outros dois procedentes das localidades alemãs, segundo os painéis de informação do aeroporto. A companhia aérea ainda tem voos para Hamburgo, Hanôver, Berlim e Colônia.

Enquanto isso, em Dusseldorf, os passageiros liam, incrédulos, o anúncio nos monitores do aeroporto: "um avião da Germanwings com destino a Dusseldorf caiu".

"É assustador", dizia Ingrid Nunning, comovida, após desembarcar, procedente da Turquia. "Se tivesse sabido antes de decolar, não teria embarcado no meu avião", assegurou.

Umas vinte pessoas, familiares e amigos das vítimas, também eram atendidas no local por psicólogos.

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Dilma: até 2019 política de ganho para trabalhadores será novamente realidade

A presidente Dilma Rousseff assinou na tarde desta terça-feira (24), a Medida Provisória (MP) que estabelece a atual política de reajuste do salário mínimo para o período entre 2016 e 2019. Segundo ela, a política de valorização do mínimo ajudou o País a atravessar a crise internacional sem que os trabalhadores fossem penalizados. "A política nacional de valorização do salário mínimo começou a valer ainda no governo Lula. Em 2011, mandamos um projeto (para o Congresso) que cobria até 2015, e a agora o novo projeto cobre até 2019. Portanto, até 2019, essa política que representou ganho real do salário dos trabalhadores mais pobres passa a ser novamente uma realidade", afirmou, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Dilma disse que nos últimos anos houve um reajuste acumulado em torno de 70% no salário mínimo. "Isso representou, certamente, um dos motivos pelos quais nós conseguimos passar por esse momento de dificuldade da crise, sem que os efeitos da redução do crescimento econômico caíssem sobre as costas dos trabalhadores", completou.

A presidente citou ainda que, no passado, chegar a US$ 100 o salário mínimo era o objetivo de uma luta política. "Mas agora temos uma situação de sistemático reajuste e valorização do salário mínimo. Creio que esse é um sustentáculo do desenvolvimento neste momento especifico do Brasil", acrescentou.

Dilma agradeceu a base aliada do Congresso, reforçando o acordo para que a MP do mínimo possa ser aprovada pelo Parlamento com urgência imediata. A presidente também citou as centrais sindicais e os movimentos sociais, que, segundo ela, também ajudaram na construção da política do salário mínimo. "Sei que houve temor e debate sobre a continuidade dessa política, mas o Brasil soube superar isso", completou.

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Renan sobe o tom e diz que ajuste, da forma como está, não será aprovado

Um dos caciques do principal partido aliado ao governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez um duro discurso nesta terça-feira (24) contra a gestão de Dilma Rousseff, afirmando que o ajuste fiscal proposto pela petista ao Congresso não será aprovado como está. Ele voltou a defender a redução à metade do atual número de ministérios.

“O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há como o Parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo Executivo. O ajuste como está tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade”, discursou o peemedebista em evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que entregou a ele uma lista de prioridades da indústria para o Legislativo em 2015.

Proposto pelo governo Dilma com o objetivo de reequilibrar as contas públicas, o pacote de ajuste fiscal pretende economizar R$ 67 bilhões ao ano, mas é atacado pelas centrais sindicais e por petistas, entre outros segmentos, por reduzir benefícios trabalhistas e previdenciários.

Afirmando que o momento é difícil e grave, Renan disse que cabe ao Executivo dar o exemplo e cortar na carne. Para isso, voltou a defender uma das bandeiras da oposição nas eleições de 2014: o corte à metade do atual número de ministérios (39).

“Se aplaudimos recentemente o Mais Médicos [um dos principais programas do governo na área da saúde], está na hora do programa ‘Menos Ministérios'; 20 no máximo, menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento”, afirmou.

O discurso de Renan foi bastante aplaudido pelos empresários presentes ao ato da CNI, em Brasília.

EDUARDO CUNHA – A proposta de redução de ministérios conta com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem projeto nesse sentido. A posição do PMDB vem na esteira da queda de popularidade de Dilma, cujo índice de reprovação só não é maior do que o do final do período de Fernando Collor de Mello na Presidência.

Renan também defendeu a manutenção do programa de desoneração da folha de pagamento, que beneficia 59 setores da economia. “A desoneração da folha de pagamentos foi importante. O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso. Na crise vínhamos mantendo o nível de emprego, que agora se vê ameaçado.”

Integrantes do governo afirmam que tanto Renan quanto Cunha sobem o tom contra o Planalto após o Ministério Público Federal pedir investigação da suposta relação dos dois com os desvios de verbas da Petrobras. A cúpula peemedebista afirma que houve ingerência política na posição da Procuradoria-Geral da República.

O discurso de Renan foi ouvido pelo ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, que estava na solenidade. Em sua fala, Monteiro afirmou que o atual clima de pessimismo na economia “não encontra correspondência com a a realidade econômica do país”.

TERCEIRIZAÇÃO
Monteiro também destacou, em entrevista antes do evento, defender a aprovação pelo Congresso do projeto que regulamenta as terceirizações no país. Segundo ele, o Congresso já está maduro para aprovar o tema.

O ministro, que já presidiu a CNI, disse ser favorável à liberação para as empresas terceirizarem a chamada atividade-fim -a principal atividade da empresa- possibilidade hoje vedada por súmula do Tribunal Superior do Trabalho. Esse ponto sofre resistência das centrais sindicais, sob o argumento de que haverá precarização das garantias trabalhistas.

O projeto pode ser votado no plenário da Câmara dos Deputados no início de abril. Esse é um dos projetos defendidos pela CNI, que também pediu aos congressistas, entre outros pontos, que rejeitem a proposta das centrais sindicais de reduzir o teto da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

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CPI da Petrobras decide ouvir Graça Foster nesta quinta-feira

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), informou nesta terça-feira (24) que convocará a ex-presidente da estatal Graça Foster para prestar depoimento na próxima quinta (26). Ela será ouvida em substituição a Julio Faerman, ex-representante da empresa holandesa SBM Offshore no Brasil, cujo depoimento havia sido inicialmente marcado para esse dia. Mas a comissão não conseguiu localizá-lo a fim de notificá-lo da convocação. O pedido de convocação de Graça Foster foi aprovado no início do mês pelos integrantes da CPI.