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Marina Silva faz campanha em Caruaru e no Recife nesta segunda

Os socialistas de Pernambuco ainda estão acertando os últimos detalhes, mas já está fechado que

a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) virá ao Estado nesta segunda-feira (28) para duas agendas de campanha. A primeira delas em Caruaru, às 17h, e a outra agenda no Recife, às 20h, no Cais da Alfândega, Bairro do Recife.

A informação foi confirmada pelo ex-secretário de Meio Ambiente Sérgio Xavier, um dos coordenadores nacionais da campanha da socialista. Segundo Xavier, a candidata está em São Paulo e embarca amanhã para Pernambuco.

“Estamos fechando os últimos detalhes da programação, mas a ida a Pernambuco está confirmada”, afirmou Xavier.

A vinda de Marina para o Estado havia sido anunciada desde o início de setembro. A socialista iria participar da missa de 30 dias do ex-governador Eduardo Campos. A agenda foi cancelada porque a coordenação nacional da campanha entendeu que deveria priorizar as agendas na reta final da campanha. Inicialmente, a ex-ministra visitaria os municípios de Caruaru e Petrolina.

A visita a Caruaru é estratégica. De acordo com os números da pesquisa de intenção de voto do Instituto Maurício de Nassau, em Caruaru a presidente Dilma Roussef (PT) ultrapassa Marina em números de votos.

Dilma tem 48% das intenções e Marina 32%. No Agreste, em especial, a situação é atribuída aos pagamentos do programa Bolsa Família.

No início de setembro, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma vieram ao Estado para reforçar os palanques locais. Lula fez discurso em Petrolina, ao lado do prefeito Júlio Lossio, e na localidade de Brasília Teimosa junto com a presidente Dilma Rousseff (PT).

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Filhos de Eduardo assumem a linha de frente na campanha de Paulo

Quando Maria Eduarda Campos, 22 anos, João Campos, 20, e Pedro Campos, 18, aparecem nas caminhadas e comícios do candidato a governador Paulo Câmara (PSB), a atenção dos moradores é imediatamente captada.

Nessa reta final, eles têm dividido com frequência agendas de rua com a chapa majoritária pela Frente Popular, no esforço de pedir votos. Dos beijos, abraços e muitas fotos com a população foi um pulo para ocupar a dianteira do palanque e segurar o microfone.

A desenvoltura de Pedro e João, à semelhança do pai, demonstrada nos discursos tem deixado arraesistas históricos e eduardistas surpresos. Neles, são logo reconhecidas as mãos espalmadas, as frases de efeito, a fala pausada e a voz empostada, características de Eduardo Campos quando subia no palanque ou na Tribuna 40.

Os filhos de Eduardo e Renata Campos sempre foram figuras presentes em caminhadas, comícios e atos políticos ao longo da carreira do socialista, que morreu dia 13 de agosto. Na campanha de 2012 do prefeito Geraldo Julio (PSB), por exemplo, os mais velhos participaram de algumas agendas.

Foram criados em meio à essa atmosfera, o que não quer dizer que não mantivessem uma postura discreta. Até a morte do ex-governador, a presença era tímida e de retaguarda. Agora, para onde vão são rapidamente notados e até esperados com expectativa. Foi assim na Ilha de Deus, na terça (23).

Quando Maria Eduarda e Pedro chegaram, no meio da caminhada de Paulo, muitos abraços e pedidos de selfies. Em outra agenda, no Coque, João Campos era tão ou mais assediado do que Paulo Câmara. Todos queriam ver, tocar e levar um registro para casa. Quando abordados pela imprensa, eles preferem não falar.

Mas foi o discurso que chamou atenção. João Campos fez sua estreia no último sábado (20), em agenda por cidades do Agreste. “Nunca o tinha visto falar em público. Me surpreendeu. Veja, até gente com a estrada na política tem dificuldade de falar em público. O tom de voz, firme e assertiva, o gestual. Parecia um político experimentado. Não só o desembaraço, mas a qualidade do discurso, com clareza”, avaliou Tadeu Alencar, ex-secretário da Casa Civil e candidato a deputado federal. Depois do Agreste, ele percorreu, em algumas até desgarrado de Paulo, seis cidades da Zona da Mata, na segunda (22), locais onde também discursou.

Pedro fez sua estreia justamente num ato de adesão a Tadeu, na última quarta (24). Mãos espalmadas, também prendeu a atenção dos presentes. “A clareza do discurso me deixou surpreso. Era uma coisa com fluência que dava gosto de ver. E era apenas um jovem de 18 anos. Aliás os dois, recém saídos da adolescência”, lembrou Tadeu.

Nos discursos, João e Pedro tem repetido a história lançada pela candidata presidencial Marina Silva (PSB) de que Eduardo não deixou uma herança, mas um legado a ser distribuído e multiplicado. Marca dos discursos de Eduardo, usam frases de efeito para animar a militância. “Não tem mais descanso. É todo dia acordando de manhã bem cedo!”, bradou João Campos, em um dos discursos. A despedida também é conhecida: “Muito obrigado. Que Deus nos acompanhe! Vamos à vitória!”. A imagem e frases dos herdeiros de Eduardo também estão sendo replicadas nas campanhas dos candidatos proporcionais. Nilton Mota, Tadeu Alencar e Marinaldo Rosendo, todos candidatos ao legislativo pelo PSB, já compartilharam fotos e frases elogiosas de João Campos nas suas redes sociais.

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Armando critica presença da família Campos na campanha de Paulo Câmara

O candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB), realizou atos de campanha em bairros da Zona Sul do Recife nesse domingo (28) e criticou a presença da família do ex-gocernador Eduardo Campos na campanha eleitoral do candidato da Frente Popular, Paulo Câmara. “O governador não pode ser tutelado por uma família”, disparou Armando.

As afirmações foram dadas em entrevista à imprensa. Armando criticou duramente o fato de Renata Campos, viúva do ex-governador morto no último dia 13 de agosto, e seus filhos mais velhos aparecerem nos guias de TV e em atos públicos fazendo campanha pelo candidato escolhido por Eduardo para ser seu sucessor.
Entre outras coisas, Armando disse que a “dependência” que Paulo Câmara tem da família e do nome de Eduardo apenas comprovam a “falta de liderança própria” do candidato: “Ficou claro que Paulo esconde suas fragilidades sob a sombra de Eduardo. O que quisemos dizer é que na política é preciso se apresentar, mostrar suas próprias credenciais. O governador tem que tomar decisões sérias, que exigem experiência, maturidade e compreensão política”, disse Armando.

O petebista disse ainda que Eduardo até poderia tutelar Paulo como candidato, já que possuía legitimidade política. No entanto, afirmou que o adversário ficar politicamente tutelado apenas pela família “é algo ruim”: “A rigor, o governador não pode ser tutelado por uma família. O governante tem que ter autonomia, não pode ficar submetido a uma família ou a um grupo”, pontuou Armando.

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Presidente é centro de ataques em debate tenso

Dilma tenta constranger Marina, mas torna-se alvo preferencial no decorrer do encontro deste domingo da TV Record



Em uma palavra, a definição do penúltimo debate presidencial desta campanha, realizado na noite deste domingo na TV Record, é nervosismo.

Tanto os principais candidatos ao Palácio do Planalto como os de siglas menores travaram embates duros entre si, marcados pelos pedidos de direito de resposta, e demonstraram certa tensão na falta de controle do próprio tempo – raros foram os momentos em que as respostas foram concluídas sem interrupção dos mediadores do programa.

Líder nas pesquisas e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) foi o alvo preferencial de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que também procurou atingir a segunda colocada nos levantamentos. Enquanto os adversários tentavam ligar a petista aos escândalos na Petrobrás, a própria candidata à reeleição recorreu ao tema a fim de colar o rótulo de “privatista” ao tucano.

Até os nanicos Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) travaram embate particular que imediatamente repercutiu nas redes sociais, assim como respostas inusitadas de Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) (mais informações ao lado).

O cenário da disputa, a seis dias do 1.º turno, ajuda a explicar o nervosismo, assim como as regras do debate, com duas rodadas de perguntas entre candidatos logo no primeiro bloco, como havia ocorrido dois dias antes, com os candidatos a governador de São Paulo, e outra rodada depois das perguntas feitas pelos jornalistas. A organização foi acionada quatro vezes por Dilma e uma por Marina para conceder direitos de resposta: a petista obteve uma única permissão para rebater o Pastor Everaldo. O tucano não fez pedidos desse tipo.

CPMF. O primeiro embate entre os protagonistas da disputa envolveu as duas candidatas mais bem colocadas. Dilma, após responder a pergunta de Luciana Genro (PSOL) sobre aposentadorias, pôde escolher para quem perguntar e questionou Marina sobre mudanças de partido e de posição da candidata do PSB.

“No debate da Band, a senhora disse que votou a favor da CPMF. Qual foi seu voto?”, perguntou a petista, auxiliada por material impresso, referindo-se ao mandato da adversária no Senado.

Marina afirmou que mudou de partido “para não mudar de ideais nem de princípios” e reiterou que ela e Eduardo Suplicy (PT-SP) votaram a favor, no governo Fernando Henrique Cardoso, mesmo contra a orientação da bancada petista. Na réplica, Dilma afirmou que a candidata do PSB votou quatro vezes contra a criação da CPMF, citando os “anais do Senado”. A expressão é a mesma usada por inserção do PT, exibida no segundo intervalo do debate, mas a propaganda mostra dois votos de Marina contrários ao tributo. “Atitudes assim produzem insegurança. Não dá para improvisar”, disse Dilma.

A candidata do PSB foi a próxima a perguntar e escolheu Aécio para falar sobre matriz energética. Marina criticou tanto o “improviso” do apagão, no governo Fernando Henrique Cardoso, quanto o gasto “de bilhões e bilhões” da gestão Dilma em termelétricas. A resposta do tucano motivou o primeiro pedido de resposta de Dilma, negado pela produção. Na tréplica, Aécio disse “concordar” com Marina em relação à necessidade de variar a matriz energética, mas disse que era preciso “fazer justiça” a FHC. “O grande desafio era domar a inflação. Lutamos por isso contra o PT, no tempo em que a senhora participava do PT.”

Petrobrás. Na sequência, Aécio usou a pergunta para o candidato do PSC para levantar o tema da corrupção. “Infelizmente, nossas empresas públicas foram tomadas por um grupo político que as utiliza para se manter no poder. A cada debate há uma nova denúncia sobre a Petrobrás”, atacou o tucano, para novo pedido de resposta de Dilma, também negado pela organização.

Os “malfeitos” no governo e as ações de combate à corrupção viriam a opor Dilma e Aécio ainda nesse bloco. A surpresa é que a própria petista citou a Petrobrás, para questionar o tucano: “O senhor assumiria o compromisso de não colocar a privatização da Petrobrás no radar?”

Aécio respondeu: “Eu sou claro. Não vamos privatizá-la, mas reestatizá-la, tirá-la das mãos desse grupo político”, repetiu. Ao fim da resposta, o tucano se atrapalhou ao citar dados da inflação dos governos FHC, Lula e Dilma, ao afirmar que ela seria a única a deixar o governo com índices maiores que o mandato anterior.

Dilma rebateu o adversário ao afirmar que combate a corrupção “para fortalecer a Petrobrás”. “Tem gente que usa para enfraquecer a Petrobrás. Os senhores (do PSDB) foram favoráveis à privatização, venderam parte das ações a preço de banana.”

Por outras duas vezes, a presidente alegou que foi ela quem demitiu o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal e envolvido em um esquema de desvios na estatal que teria financiado partidos e políticos. A primeira citação foi no único direito de resposta obtido por Dilma.

Daqui a quatro dias, os candidatos ao Planalto participarão do último debate do 1.º turno, na TV Globo.

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Dilma sobe na pesquisa IPMN/JC e passa Marina, mas situação é de empate técnico

Em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, foi a candidata que mais cresceu entre os três principais postulantes ao Palácio do Planalto na última pesquisa realizada com eleitores no Estado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN/JC), em parceria com o Jornal do Commercio e o Portal Leia Já, divulgada nesta quinta-feira (25).

Enquanto Dilma passou de 37% no levantamento divulgado no último dia 11 para 43% das intenções de voto, Marina Silva (PSB) caiu de 41% para 40%. A candidata à reeleição já vinha em crescimento desde o fim de agosto e Marina estava estagnada.

Apesar do crescimento da petista, ela continua empatada tecnicamente com a segunda colocada, Marina, que teve uma leve queda. Segundo a análise, se a decisão dependesse do cenário local, seria levada para o segundo turno.

Aécio Neves (PSDB) teve crescimento de um ponto percentual, saindo de 3% para 4%.

Após a morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto, Marina chegou a ter desempenho melhor do que o seu antecessor como candidato a presidente na chapa – o ex-governador estava dez pontos atrás da petista – , mas a atual candidata do PSB chegou a superar Dilma nas primeiras pesquisas.

Mais próximo à reta final da campanha, Dilma tentou reverter o crescimento da adversária marcando presença em Pernambuco no início deste mês, junto com o seu principal cabo eleitoral, Lula (PT), fazendo comício em Brasília Teimosa, reduto tido como petista na Zona Sul do Recife. A última vez em que Marina veio foi em agosto, uma semana após a morte de Eduardo.

“Observando em nível nacional, há uma certa estabilidade do quadro eleitoral, indicando uma pequena melhora de Dilma e decrescimento de Marina”, diz um dos coordenadores da pesquisa, o economista Maurício Romão. “Podemos observar, por exemplo, que ela (Marina) vem sendo sistematicamente atacada pelos adversários”, justifica. O especialista percebe uma perda de dinamismo na candidatura socialista, embora, para ele, a postulante ainda se mostre competitiva.

Pastor Everaldo (PSC) já havia caído na última pesquisa, em que não conseguiu atingir sequer 1% das intenções de voto. Isso permaneceu até esta semana. Além dele, Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) não chegam a um ponto.

A pesquisa aponta ainda que, a 10 dias da votação, os eleitores pernambucanos estão mais decididos em relação aos candidatos. A porcentagem de pessoas que declararam votar branco ou nulo caiu de 8% para 5% e a de pessoas que disseram não saber ou não responderam agora é de 7%, quatro pontos a menos em relação à última análise.

A região onde Dilma tem mais intenções de voto continua sendo o Sertão, onde aparece com 70%, contra 24% da adversária. Já no Recife, a petista tem apenas 30% das intenções, superada por Marina, que tem 51%, cenário semelhante ao da Zona da Mata.

De governo que ressalta os programas sociais em sua propaganda, Dilma tem melhor desempenho entre os eleitores que têm renda de até um salário mínimo –  57% contra 36% de Marina. A socialista passa a petista em todas as outras faixas.

A presidente que tenta reeleição é a favorita entre os que estudaram até o terceiro ano do ensino fundamental – 55% a 28%.

“Isso é um fenômeno nacional. Dilma perde muitos pontos nas regiões metropolitanas, nas capitais, entre eleitores de curso superior e jovens”, diz Maurício Romão.

SEGUNDO TURNO - Pernambuco tem mais de 6,3 milhões de eleitores e não é dos maiores colégios eleitorais nacionais. O Brasil tem mais de 141,8 milhões de eleitores. No entanto, se fosse pelo Estado, a disputa seria decidida apenas no segundo turno.

A pesquisa IPMN/JC mostrou, se contabilizadas apenas as intenções de votos válidos, em que se excluem brancos e nulos, Dilma com 49%, Marina com 46% e Aécio com 5%.

DADOS DA PESQUISA - As entrevistas foram realizadas entre os dias 22 e 23 de setembro, essas segunda (22) e terça-feira (23). Ao todo, 2.480 pessoas foram entrevistadas. O nível de confiança é de 95%. Na Justiça Eleitoral, a pesquisa foi registrada sob o número PE-00028/2014, no dia 18 deste mês.

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Debate da TV Clube terá mesa redonda e cobertura especial na internet

O debate entre os principais candidatos ao governo de Pernambuco na TV Clube/Record terá uma cobertura especial na internet. Nesta sexta-feira (26), antes da sabatina começar na televisão, o Diariodepernambuco.com.br e o portal Pernambuco.com vão transmitir, das 22h às 22h40, uma mesa redonda com o repórter especial do Diario Vandeck Santiago e o cientista político da Fundaj Túlio Velho Barreto. A mediação será da jornalista Tânia Passos. O foco do encontro será a avaliação da disputa estadual, relacionando com o cenário nacional, além da avaliação das campanhas dos três candidatos convidados para o debate.

A mesa redonda ainda vai comentar o debate, ao vivo, na internet, entre os intervalos do programa. O grupo também volta após o fim do confronto televisivo, por volta de 00h20, para fazer a avaliação do desempenho dos políticos no programa. O debate na TV Clube, que começa às 10h40, terá a participação dos candidatos Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro Neto (PTB) e Zé Gomes (PSol). Os partidos dos candidatos possuem representação no Congresso Nacional. O programa, que terá a mediação da jornalista Isly Viana, será dividido em quatro blocos.

O repórter especial Vandeck Santiago destacou a importância deste debate e da mesa redonda nesta reta final da campanha. “É este tipo de debate que pode definir o voto. Qualquer deslize dos candidatos poderá ser utilizado no final da campanha. A nossa expectativa é aprofundar os temas que serão debatidos e fazer uma análise do quadro político em Pernambuco e no Brasil, saindo, claro, da perspectiva do simples noticiário”, disse. Para ele, este é o melhor momento - faltando pouco mais de 10 dias para a eleição - para conquistar o voto dos indecisos.

O editor do caderno de política do Diario, Kauê Diniz, enfatizou a iniciativa, que é pioneira em Pernambuco, em valorizar a convergência de mídias. Além da mesa redonda, o Pernambuco.com, o Diariodepernambuco.com.br, irão transmitir, ao vivo, na internet, o debate da TV Clube/Record. “Também vamos ter uma cobertura especial do evento no site de política do Diario desde a chegada dos candidatos, o clima das militâncias e as polêmicas do debate. Nosso leitor terá informação de qualidade e de forma rápida”, completou.

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TCU identifica irregularidades em contratos de R$ 368 mi da Petrobrás

Tribunal de Contas da União avalia nesta quarta relatório que mostra reajuste de preços dos contratos da estatal na refinaria; obra já é alvo de ação penal na Justiça Federal


Brasília - Reajustes irregulares em quatro contratos assinados pela Petrobrás com consórcios encabeçados pelas empreiteiras Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht para construir a Refinaria Abreu e Lima geraram superfaturamento de R$ 367,865 milhões, segundo auditoria apresentada ontem pelo Tribunal de Contas da União. O valor foi identificado após a análise de contratos que somam R$ 3 bilhões em obras na refinaria de Pernambuco.

O órgão afirmou ter encontrado “fortes indícios de desequilíbrio econômico e financeiro em desfavor da Petrobrás” e “indícios de pagamentos indevidos” às construtoras.

“Os pesos adotados na fórmula de reajustes dos contratos não refletem as condições adequadas das obras e, portanto, não retratariam a variação dos custos de produção decorrente da inflação do período”, registrou na auditoria o ministro-relator José Jorge.

Nova tabela. A Petrobrás já pagou R$ 242,886 milhões acima do valor acertado com as construtoras e tem outros R$ 124,979 milhões a serem pagos em quatro contratos vigentes até maio de 2015 e com indícios de superfaturamento, conforme o Tribunal de Contas da União.

O TCU aprovou, por unanimidade, uma medida cautelar obrigando a estatal a adotar uma nova tabela de preços para evitar o pagamento do valor que ainda falta desses contratos, referentes à construção da unidade de coqueamento retardado, da unidade de hidrotratamento de diesel, da unidade de destilação atmosférica e da rede de tubos de interligação de Abreu e Lima.

No total, o TCU analisa 52 contratos de quatro refinarias em construção pela Petrobrás. Além de Abreu e Lima, o órgão avaliou os contratos das refinarias Getúlio Vargas (Repar), Paulínia (Replan), Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), e Premium I.

“Como resultado da auditoria, espera-se uma melhoria dos procedimentos internos da Petrobrás relativamente à delimitação das condições de reajustes pactuadas em suas contratações de obras”, afirmou o ministro no relatório da auditoria.

Nos 14 contratos de Abreu e Lima citados pelo tribunal, em quatro foram identificados reajustes de preço acima do valor normal do custo de produção, já adicionando o efeito da inflação. O TCU observou que o critério pré-definido de aumento de custos sofreu “alterações injustificadas nas condições de reajuste previamente estipuladas na licitação” da refinaria de Pernambuco.

Mão de obra. A principal irregularidade ocorreu no quesito custo de mão de obra, cujos reajustes variaram entre 70% e 80%. Em outros contratos, a média de aumento no valor pago pela Petrobrás foi de 54%.

Segundo José Jorge, “pesos desproporcionais” foram usados no contratos irregulares, “acarretando desequilíbrio econômico-financeiro” negativo para a Petrobrás. O ministro comparou o valor pago pela mão de obra, com reajuste, na construção da rede de tubo do Comperj com o valor pago em Abreu e Lima. “O peso atribuído à mão de obra no único contrato com características similares (Tubovia-Comperj) foi 50%, portanto, 20 pontos porcentuais a menos do que o contrato Tubovia-Rnest (Abreu e Lima)”, observou.

Ressarcimento. A devolução do pagamento já realizado pela Petrobrás ainda não foi decidida pelo TCU. O tribunal diz que vai apurar as responsabilidades pelas irregularidades nos contratos da refinaria. O acórdão coloca entre os responsáveis os membros da comissão de licitação da estatal, autores das fórmulas de reajuste de preço superfaturados.

O tribunal ainda não definiu também como será cobrado o ressarcimento dos valores junto às construtoras. As empreiteiras e os responsáveis serão alvo de Tomada de Contas Especial, um processo administrativos que dá poderes à Advocacia-Geral da União (AGU) para cobrar o dinheiro diretamente das empresas e executivos.

Consórcio nega. O Consórcio Camargo Corrêa/CNEC Engenharia informou, por meio de nota, que é responsável pela implantação de apenas duas das várias unidades da Abreu e Lima. "O contrato foi objeto de licitação pela Petrobrás pelo critério de menor preço, cujo valor representa algo em torno de 13% do valor do empreendimento", destaca. "A obra está com mais de 83% de sua execução concluída, a Unidade 1 será entregue em 2014 e a Unidade 2 no primeiro semestre de 2015", diz a nota. O prazo original do contrato era de 49 meses.

A autorização de serviço para o início das obras foi emitida pela Petrobrás em 5 de fevereiro de 2010 e, devido a mudanças no projeto executivo feitas pela Petrobrás, o prazo original foi estendido para abril de 2015. "A extensão de prazo implica acréscimo de custos, elevando o valor do contrato original em 12%, de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,8 bilhões", anota o Consórcio, que informou estar à disposição das autoridades para "demonstrar a lisura de sua atuação" no certame.

Procuradas, a Construtora OAS e a Odebrecht não responderam aos contatos feitos pela reportagem. A Petrobrás também não se manifestou sobre a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União nos contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

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Em comício em Duque de Caxias, Marina fala em 'mensalet'

Candidata afirma que foi criado grupo 'com milhares de pessoas pagas para mentir' nas redes sociais: 'É um verdadeiro mensalet'



RIO - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, usou a expressão "mensalet" e acusou adversários de formar um grupo com "milhares de pessoas pagas para mentir" nas redes sociais, durante comício no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite desta quinta-feira, 25.

"É um verdadeiro mensalet", discursou Marina, juntando as palavras mensalão e internet. Pouco antes, ela havia perguntado ao público quem estava nas redes sociais. "Agora, espontaneamente, por favor nos ajudem a falar a verdade, a falar das propostas. Não é para fazer com eles a mesma coisa. Não é para responder na mesma moeda. Não queremos destruir a Dilma (Rousseff, presidente e candidata petista à reeleição), não queremos destruir o Aécio (Neves, candidato tucano à Presidência). Nós só queremos uma coisa. Queremos construir um Brasil diferente. A nossa perspectiva é a da política com P maiúsculo. Essa é a diferença. Eles não sabem de onde vem a nossa força, que vem do respeito à diversidade e ao cidadão que não quer mais ser espectador", discursou a candidata.
Marina voltou a dizer que é contra a reeleição e reafirmou que não vai acabar com projetos do PT como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família. "Isso é mentira!".

O comício, na Praça da Emancipação, também conhecida como Praça do Relógio, estava marcado para as 17h30, mas começou com duas horas de atraso. Com a demora, o público foi reduzido e não lotou a praça. Uma hora após o início, Marina deixou o local, acompanhada pelo candidato a vice em sua chapa, Beto Albuquerque.

Parente. Ao chegar, a candidata era aguardada por José Emídio da Costa, de 79 anos, tio de Marina, cearense e morador de Duque de Caxias há 36 anos. "Ela nem sabe que eu estou aqui hoje. "Acho que a coisa vai pra frente, por conta da honestidade dela. O canto dela está lá em Brasília", disse o parente, confiante na vitória da socialista. Também foi dar apoio a Marina o ex-preso político e fundador do PT Eurico Natal, de 87 anos, que presidiu o Partido dos Trabalhadores em Caxias.